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terça-feira, 27 de novembro de 2012

UM AMIGO - 24-11-2012 - AUTRES DIMENSIONS


Eu sou UM AMIGO. De meu Coração para o Coração de vocês, em Comunhão e na Paz, na Alegria do Amor. Vivamos um instante de Fusão, no coração do Coração.

...Compartilhamento do Dom da Graça...

Irmãos e Irmãs em humanidade, minha intervenção, hoje, está diretamente ligada, pelas palavras e pela Vibração, ao que pode representar a consciência, substituindo esta consciência em seus diferentes componentes em relação ao que foi chamado a a-consciência ou ainda Absoluto ou ainda Parabrahman.

O desdobramento do Coração Ascensional, a Ascensão da Terra, assim como a de vocês, inscrevem-se em suas vivências (ou não, no momento), segundo o lugar em que vocês estão manifestados, segundo o lugar para onde vocês olham e segundo a qualidade, eu diria, da expansão, do desaparecimento, de sua própria consciência.

Nós devemos, para isso, se vocês quiserem, retornar à própria fonte da consciência. A consciência é sempre uma manifestação, uma expressão, um sentimento, uma percepção, ligados aos campos de experimentação da própria consciência: percepção do ambiente e definição de um ponto de vista em relação a um outro ponto de vista.

Existe uma consciência limitada, fragmentária e parcelar que é aquela do modo de expressão da consciência em meio a esse mundo da Terra. Existe uma consciência que eu tinha exprimido (desde já, à época, dando-lhes o Yoga da Eternidade) como: consciência igual Vibração (ndr:ver a Seção"PROTOCÓLOS" ).

As manifestações Vibratórias que lhes foi possível viver (durante esses anos e ainda agora) lhes permitiram constatar que existia uma adequação, perfeita e total, entre o estado da expressão desta consciência e o estado das Vibrações percebidas e vividas nesse corpo, bem como muitas experiências vividas possivelmente fora desse corpo (quer seja em Estado de Ser, quer seja em sonho, quer seja quando dos diferentes Samadhi ligados ao Si).

Tudo isso desembocou em mecanismos Vibratórios intensos dos quais muitos de vocês são portadores hoje (tremores do corpo, variações térmicas, variações fisiológicas dos mecanismos de funcionamento e de percepção mesmo da consciência), estendendo-se bem além do que era norma correntemente admitida, anteriormente, deste período particular ligado à preparação da Ascensão e à própria Ascensão.

Desde menos de 01 ano do tempo Terrestre de vocês, foi-lhes adiantado algo que ultrapassa toda consciência porque inscrita, justamente, na não expressão e na não manifestação de uma consciência (qualquer que ela seja, em meio a este mundo como em meio ao Estado de Ser).

Não existe, como isso foi definido, solução de continuidade ou de passagem, permitindo-lhes ir de um ponto a outro, exceto entre a consciência limitada e a consciência Unificada. Mas, mesmo a consciência Unificada pode representar, em definitivo (como isso lhes foi explicado de diferentes modos, e como possivelmente vocês viveram-no), uma total oposição com o Absoluto, o Parabrahman, ou a consequência que é Shantinilaya.

A acentuação da percepção Vibratória podia confinar, durante esses últimos tempos, quando do desdobramento do Coração Ascensional de vocês, a mecanismos Vibratórios e tremores tomando o conjunto da caixa torácica ou o corpo todo. A vibração da própria consciência é, pois, de todo modo, modificável para atingir uma espécie de limite de expansão correspondente, no nível de seus envelopes sutis, ao que foi chamado o Corpo Causal, ou se vocês preferem, a heliosfera do Sistema Solar.

O último confinamento ligado ao corpo causal (e, logo, à causalidade da ação/reação) está, aí também, inscrito em meio a um mecanismo Vibratório. A amplificação da Vibração, da percepção clara e consciente dos diferentes níveis Vibratórios do ser que anima esse corpo, vai, em dado momento, (correspondendo ao que foi chamado o Abandono do Si, a Crucificação e a Ressurreição, ou o Renascimento, se vocês preferem), acompanhar-se de um desaparecimento instantâneo do conjunto das Vibrações.

É justamente neste momento (quando a Vibração foi possivelmente vivida e possivelmente cessada) que a consciência não acha mais como se exprimir, se manifestar, segundo um quadro de referência, conhecido ou desconhecido, ou ainda a se manifestar em uma Dimensão ou em outra.

Essa Passagem (que não é uma, uma vez que não há solução de continuidade ou, se vocês preferem, o que é a mesma coisa, ativação do coração do Coração, ou do centro do Centro), chamada a Porta Estreita corresponde muito precisamente à Vibração do Timo, ou ainda do que foi chamado o 9º Corpo ou ponto ER do peito.

A ativação do ponto ER do peito é, ao mesmo tempo, implicado na realização do Si (chamado o Despertar) e também no desaparecimento deste Despertar, não retornando ao sono, mas sim levando à verdadeira Liberdade, traduzindo-se pela movimentação da Lemniscata Sagrada, pela movimentação da Vibração celular, pela movimentação do Canal do Éter, da Onda da Vida, ou ainda do Canal Mariano em vocês, ou ainda pelo Fogo do Coração.

O conjunto desses processos de percepção Vibratória os leva, em um momento preciso que lhes é próprio (aguardando o momento coletivo), a atravessar as limitações de qualquer encarnação, como de qualquer mundo, como de qualquer Dimensão.

Vocês sabem que nada pode ser dito disso, porque isso não concerne uma manifestação qualquer, uma expressão qualquer da consciência, mas sim seu desaparecimento total. Do ponto de vista da personalidade, como da alma (inscritas em uma consciência mais ampla), isso, representando o fim da consciência, põe fim, pois, à experiência da consciência, mas não ao que vocês São.

Do ponto de vista da personalidade, como do ponto de vista da alma, esse ponto de Passagem (que não é uma Passagem), esta Porta Estreita, ou o centro do Centro, representará sempre, para vocês, o medo e o nada porque pertencem ao que não lhes é conhecível nem conhecido, deste lado do Véu. Somente passando para o outro lado (pela cessação da manifestação do Si, como da personalidade, que não é uma negação, mas um princípio de Transcendência e de ultrapassagem) que lhes aparecerá, pelo ímpeto da Onda da Vida, o que vocês São, em Verdade, além de toda consciência (pontual, localizada ou deslocalizada).

Viver isso é viver o que nós chamamos Shantinilaya, porque viver isso os conduz a experimentar não a Paz, mas o estabelecimento da Paz, de maneira permanente, imutável, indefectível e que se amplifica dia a dia.

Enquanto vocês giram (se eu posso me expressar assim) em torno do centro do Centro, isso significa simplesmente que existe, em vocês, no seio da consciência (seja ela limitada, fragmentária, como consciência expandida do Si ou ilimitada), elementos chamados de resistência, de oposição ou de confrontação à Luz que vocês São.

Esses elementos podem pertencer tanto aos últimos medos da personalidade vindos à tona atualmente como ao apego ao próprio Si, ou seja, a Luz vivida como exterior, como objetivo, como meta, como ideal e não como Verdade eterna que não depende de nenhuma distância, de nenhum tempo, de nenhuma evolução.

Vocês devem passar esta Porta Estreita. Essa Passagem (que não é uma Passagem) foi chamada o centro do Centro ou Porta Estreita, em referência ao momento em que é preciso deixar tudo o que vocês se atém, mesmo a expressão do Si, mesmo a expressão de sua consciência a mais infinita e a mais ilimitada.

Enquanto vocês permanecem no nível da personalidade ou do Si, este aspecto de não consciência, ou a-consciência, representa e representará sempre (tanto para a consciência fragmentada quando para a ilimitada) um paradoxo, algo de antinômico, algo que evoca o nada, o vazio e, sobretudo, o medo arquetípico da perda de si mesmo. É este medo que lhes é dado a viver, que lhes é dado a estar confrontado.

Segundo os movimentos que vocês mesmos manifestam, em meio à sua consciência em relação a esta a-consciência, traduzem-se em vocês momentos cada vez mais rápidos e fugazes de expansão e de contração. Se a expansão tende a tornar-se muito importante, fazendo partir e voar em brilhos os últimos limites do confinamento devidos a sua presença na Terra, neste momento, se restabelecem (como, talvez, vocês o vivem) sensações de laços no nível dos punhos e das virilhas impedindo-os literalmente de desdobrar o Coração Ascensional além deste universo.

Isso foi colocado a fim de permitir-lhes oscilar em torno desse ponto central, a fim de aproximá-los o mais possível. O ponto mais próximo foi definido, no seio da consciência, como a Infinita Presença ou a Última Presença, representada pelos diferentes Samadhi e, em particular, o Maha Samadhi da consciência Turiya.

Colocar fim a isso (não por um ato de vontade ou de decisão, pessoal ou da alma, mas sim por uma rendição sem condição à Luz) os faz viver o que não é uma Passagem, mas que, contudo realiza a oportunidade de estabelecê-los no que foi chamado Absoluto na forma.

Vocês estão simplesmente inscritos em uma forma que vocês sabem e reconhecem como efêmera. Vocês estão inscritos em uma manifestação da consciência (quer ela seja ampla ou restrita) que também (mesmo em seu aspecto ilimitado e mais expandido possível) lhes aparece como efêmera e não eterna. Com efeito, nenhuma consciência (qualquer que ela seja, mesmo a mais ampla em meio a esse mundo) não pode revelar outra coisa além de seu aspecto ilimitado. A própria consciência ilimitada permite estar ligada ao conjunto das dimensões, ou seja, de não mais estar localizada, tributária de uma forma, de um tempo ou de um espaço. Mesmo se existem (se podemos dizer) outros tempos, outras formas, outros espaços, que lhes apareceriam, do ponto de vista de vocês, como ilimitados.

Esta ilimitação não é a Eternidade: ela é uma aproximação, uma condição primeira. A refutação da Vibração, como a refutação do Si (não mais levada de modo longo, por uma pesquisa exaustiva e um princípio de refutação do que é efêmero, mas sim como a aceitação total e incondicional da Luz) os conduz a ser o que vocês São, na Eternidade, ou seja, o Absoluto, que contém e manifesta a Luz.

A analogia que nós podemos encontrar na presença do mundo de vocês seria o que foi chamado o elemento central representando a Fusão dos quatro Elementos (chamado o Éter). O Éter da Terra foi rarefeito e amputado, de diferentes modos, não lhes dando possibilidade de conceber, de perceber o que há além da consciência.

Somente um evento maior (este evento maior que pode ser definido mesmo como traumatizante pela própria consciência) deve se produzir a fim de fazê-los (se já não foi feito) descobrir (qualquer que seja o objetivo, qualquer que seja a finalidade, qualquer que seja o desejo de vocês) o que vocês São, além, justamente, de qualquer desejo, de qualquer finalidade e de qualquer objetivo. Isso pode representar uma carga emocional e uma angústia importantes para os que não o viveram.

Vocês sabem, a Liberação está diretamente ligada à ativação total das estruturas Vibrais presentes nesse corpo, bem como seu desaparecimento, pelo princípio da Unificação Elementar. A ação da Onda da Vida, bem como do Canal Mariano e do Coração Ascensional, permite, para o conjunto da humanidade, realizar (nas condições que eu qualificaria de ideais) essa Passagem, que não é uma Passagem.

Qualquer que seja o destino de vocês, qualquer que seja o que vocês supõem como evolução, como transformação e como Ascensão, a passagem para este Absoluto (do ponto de vista de vocês, enquanto que nada, vazio, fim da consciência) põe fim a um certo número de ilusões concernentes à própria consciência (quer ela seja limitada, fragmentária ou ilimitada).

O Absoluto contém todas as experiências, mas não é nenhuma experiência, em particular. Passar da consciência Desperta à consciência Liberada e à própria Liberação, passa bem, efetivamente, pela passagem dessas diferentes etapas chamadas Choque da Humanidade, a título individual e, enfim, coletivo.

O conjunto da ação dos elementos se produz, antes de tudo, sobre o que é observável. Eu não retornarei sobre isso porque aquele que tem olhos para ver, orelhas para ouvir e um intelecto como ferramenta que lhe permita se informar, está em condições de achar o conjunto das modificações da consciência da própria Terra, assim como de sua expansão (bem real) precedendo sua Ascensão.

O que se passa na Terra, se passa em vocês. Alguns de vocês, tendo liberado sua própria consciência dela mesma (isto é, estando estabelecidos Absolutos e manifestando, pois, Shantinilaya) são, como vocês sabem, os Liberadores da Terra que, por sua presença, permitem à consciência de se expandir sempre mais.

O limite da expansão da consciência ilimitada não é propriamente um limite, mas sim um Basculamento e uma Reversão, que se produz pelo centro do Centro, permitindo-lhes passar ao outro lado do Véu, do conjunto dos Véus (quaisquer que sejam: astral, mental, ou causal). Isto está diretamente ligado à capacidade de vocês de não mais interrogar a própria consciência.

Os elementos lhes foram dados. Os apoios sobre os quais vocês podem se apoiar, com força, foram representados (e são sempre representados) pela Humildade, a Simplicidade, a Transparência e a Infância. Aplicar isso no nível de sua vida, de maneira natural e simples, pode favorecer o desaparecimento das oscilações entorno desse centro do Centro, dando-lhes uma estabilidade, em um primeiro tempo, de sua consciência. É no seio desta estabilidade (feita de não-movimento, de não-percepção, de Alegria extrema) que pode produzir-se a vertigem do Vazio e do Nada (através do Abandono de seus próprios apegos à sua própria personalidade), que pode se realizar a Fusão da Onda da Vida com o Fogo do Coração, com o Canal Mariano, permitindo-lhes estabelecer-se além de todo estado, ou seja, no Absoluto.

O que se desenrola atualmente sobre a Terra, como em vocês, é uma espécie de confrontação, de justaposição e de superposição entre a consciência limitada de uma parte, e a consciência ilimitada de outra parte; e de um outro lado, entre a consciência ilimitada e o que nós chamamos a a-consciência (Absoluto com forma ou sem forma). Este Absoluto de que nada pode ser dito, uma vez que, propriamente falando, não existe mais percepção, definição de uma qualquer consciência, mas simplesmente seu reflexo, que é Shantinilaya.

Quanto mais vocês se aproximam do centro do Centro, paradoxalmente mais podem se produzir Vibrações intensas da consciência, até mesmo desestabilizantes, e, ao mesmo tempo, em superposição, algo de indefinível assemelhando-se a uma Paz ou a uma Alegria, mas imóveis.

É em meio da Imobilidade a mais total, no “permanecer tranquilo e nada fazer”, que se situa o desaparecimento da própria consciência, em prol da a-consciência. Tanto para a alma como para a pessoa, como para tudo o que é expressão da consciência, a não expressão da consciência não faz sentido.

Este é o ponto de vista da consciência, mas vocês não são simplesmente uma consciência que se exprime e se manifesta. Vocês são o próprio suporte desta consciência, situando-se, por essência e por definição, no montante, se eu posso me expressar assim, ou na finalidade, no aval, de toda expressão e de toda manifestação da consciência. Vocês não podem manter este estado por uma definição qualquer. Vocês não podem apreender disso outra coisa que, justamente, o que nós chamamos a Morada da Paz Suprema.

A Morada da Paz Suprema (qualquer que seja a consciência: limitada e ilimitada, presente ou não presente) não pode, em acaso algum, afetar o que quer que seja que vocês tenham vivido, o que vocês vivem, enquanto Shantinilaya. A consciência torna-se, então, o servidor não da vontade pessoal, não mais o da vontade da Luz (que representa o Abandono à Luz), mas sim a expressão de uma forma de Totalidade infinita, indefinida, indescritível, não localizável, não perceptível e não manifestada.

As oscilações da consciência, ou as diferentes passagens, de uma a outra, os estados até a Infinita Presença, são responsáveis (neste período de justaposição das diferentes consciências, como das diferentes roupagens da Terra, em vocês) do que podem representar as flutuações vividas como agradáveis ou desagradáveis, segundo o que é tocado, segundo o que é impactado.

Se vocês conseguem permanecer Tranquilos, transcender e ultrapassar a manifestação, qualquer que seja ela (eu digo bem: qualquer que seja ela), de sua consciência, quer seja na maior Alegria como no maior sofrimento, isso não fará nenhuma diferença. Existe, com efeito, algo que subentende a consciência, que não é manifestado, que não é expresso e é muito precisamente o que vocês São, quando da cessação de toda consciência, de toda individualidade, de toda personalidade, como de toda alma.

Vocês são (e nós lhes repetimos vária vezes) totalmente livres para estabelecerem-se onde vocês desejarem. Tanto mais que vocês não podem fazer (contrariamente à consciência, em seus aspectos limitados ou ilimitados) do Absoluto, um objetivo qualquer. Pois, toda noção de objetivo cria uma separação e uma distância e, pois, mantém a ilusão de um caminho a percorrer.

Enquanto vocês creem estar submetidos a um caminho a percorrer, enquanto vocês estão submetidos a uma consciência (quer ela seja a de sua personalidade ou sua história, quer ela seja mesmo a do Si), vocês ainda estão na Ilusão em relação à Verdade do Absoluto. É claro, as verdades, relativa e absoluta, são contextos que lhes foram amplamente explicados pelo Arcanjo ANAEL, mas também, em parte, por mim mesmo, como também por IRMÃO K.

Tudo isso são elementos que representam, de todo modo, marcadores e limites sobre o que representava, até agora, para vocês, um caminho de evolução, de transcendência ou de Ascensão. Realizar o que vocês São (além de tudo isso e além de toda consciência) põe fim à ilusão de um objetivo, à ilusão do tempo, à ilusão do espaço, à ilusão deste corpo. E o único testemunho disso será sempre (quando da aceitação, quando da ultrapassagem e da transcendência dos medos e dos apegos da própria personalidade): Shantinilaya.

Enquanto vocês se colocam a questão do Absoluto, vocês não estão nele. Do mesmo modo, enquanto vocês se colocam a questão da ilimitação da consciência, partindo do ponto de vista de sua consciência limitada, não existe praticamente nenhuma possibilidade, nenhuma possibilidade para que vocês realizem o Si.

O Si somente sobrevém pelo Abandono à Luz, quer este Abandono à Luz seja realizado pela amplificação Vibratória, pela experiência da quase-morte, pela meditação ou por qualquer outro processo, possível e imaginável (e eles são inúmeros).

Porém, o Si é ainda uma manifestação da consciência. Manifestar a a-consciência é estabelecer-se além de toda projeção, de toda manifestação, de toda percepção. A Vibração os conduz até aí, porque o Si era, até o momento, o melhor modo de realizar o que vocês São, pelo Abandono do próprio Si.

Hoje, pelo fato das circunstâncias da Liberação da Terra, pelo fato da ação conjunta dos Elementos (em vocês e na Terra) bem como da Fusão deles, levando-os ao que eu chamaria o Éter primordial, na falta de outro termo, aparece-lhes nesse corpo um certo número de modificações vividas com mais ou menos Transparência, mais ou menos facilidade e mais ou menos evidência.

No máximo, vocês aceitarão (como eu lhes repeti inúmeras vezes) permanecer Tranquilos face a isso, no máximo vocês realizarão o que vocês São, além de qualquer estado de consciência, de qualquer expressão dela mesma, de qualquer manifestação dela mesma. Encontrar isso é encontrar sua herança, é viver (talvez por antecipação) o Juramente e a Promessa dA FONTE. Isso necessita ultrapassar um certo número de medos, mas essa ultrapassagem não pode se fazer, de modo algum, agindo contra esses medos. Porque tudo o que vocês querem se opor, inevitavelmente se reforça.

Aí está o papel da consciência, pela Atenção e Intenção, de realizar e criar, real e concretamente, seu próprio papel, seu próprio mundo de manifestação que lhes é próprio. Isso foi levado em conta, porque foi testemunhado, de múltiplos modos, por inúmeros seres, durante o século XX, sendo testemunhado seja do além, seja de suas vidas ou de sua experiência no momento de uma experiência de quase-morte [EQM], ou ainda, de uma experiência espontânea. 

Porém, o que se situa no nível deste invisível não pertence à consciência ilimitada. É o outro lado da moeda, mas vocês estão sempre na moeda e são parte interessada. Ir além é aceitar, em princípio e em Verdade, que tudo isso tem somente um tempo, é somente efêmero e que, como isso foi expresso, nenhum Efêmero da consciência os conduzirá à sua Eternidade. No máximo, poderá levá-los a viver a consciência infinita e ilimitada da expressão do Si, em seus aspectos mais bem-sucedidos.

A reminiscência dA FONTE, como a reminiscência do Absoluto, põe fim ao confinamento. A Onda da Vida espalhou-se pela Terra. É a própria Onda da Vida, por meio do Núcleo Cristalino da Terra, que reconectou o centro vital chamado Baço, à sua Eternidade, pondo fim à atração da alma para a materialidade e permitindo, realmente, não de renegar a Terra, não de renegar a materialidade, mas sim de conduzi-la a sua própria transcendência, a sua espiritualização, a sua elevação e a sua Ascensão.

O que acontece na Terra, no nível dos Elementos (como vocês o sabem e o vivem), se desenrola do mesmo modo em vocês.

Este período que vai se abrir em uma semana vai conduzi-los a experimentar, nesse corpo em que vocês estão, cada vez mais manifestações do Éter. Quer seja por modificações térmicas, múltiplas e fisiológicas, estas tornar-se-ão cada vez mais consequentes e os levarão, se já não é o caso, a reconsiderar o Absoluto, não como um conceito, mas mais como um impulso para deixar todo apego a qualquer Efêmero, a qualquer corpo, a qualquer pessoa, como a qualquer consciência, qualquer que seja a sua expressão e manifestação.

Isso não necessita nenhuma prática, nenhum exercício, mas simplesmente de deixar fazer o que se desenrola em uma ou no conjunto das estruturas que estão ativas em vocês. Como eu já exprimi, os diferentes yogas que eu lhes comuniquei permitiram focalizar a consciência em nós Vibratórios que permitiam a superposição progressiva do corpo efêmero com o Corpo do Estado de Ser.

A justaposição do Corpo de Estado de Ser e do corpo de personalidade os conduziu a viver o Si. A justaposição da Onda da Vida com o Si deve conduzi-los a abandonar o Si, se tal é sua Liberdade de estar.

Sem, todavia, fazer outra coisa que Abandonar o Si, não por um ato de vontade, não por uma ação da Luz dirigida a alguma parte em si ou ao exterior de si, mas sim como a vivência da evidencia da Inteligência da Luz, a vivência de seu sentido organizacional, de sua comunicação, de sua Radiância, de sua Irradiação, não levando em conta qualquer Atenção, qualquer Intenção, qualquer Ética e qualquer Integridade que foram, entretanto, necessárias para estabelecer o Si.

Ver a Ilusão não permite extrair-se dela, mas sim compreender suas regras, não mais do interior mas sim de um outro ponto de vista que é aquele seja da consciência ilimitada, de maneira mais fundamental e direta, pela presença do Absoluto, cujo testemunho será e permanecerá sempre, nesse tempo, o que nós chamamos Shantinilaya.

A Morada da Paz Suprema não é uma Alegria. É um estado de Paz intensa, que se traduz por processos de entorpecimento do corpo, podendo suceder a fenômenos de Vibrações ou de tremores de tal modo intensos que o corpo fica muito sensível, hipersensibilizado, até o momento em que, cessando toda atividade da consciência, vocês deixam desaparecer esta sensação.

Quando não existe mais percepção do corpo, quando não existe mais percepção da própria consciência, quando não existe mais a percepção de um tempo e de um espaço, de uma limitação ou de uma localização qualquer, então, o movimento em torno do coração do Coração pode, enfim, cessar. Pela Tranquilidade de seu ser, vocês descobrirão o não-Ser, o Absoluto que vocês São, de toda Eternidade, que jamais se moveu, jamais foi consciente, jamais se exprimiu e jamais se manifestou, em qualquer Dimensão que seja.

Esse desafio vocês são chamados a viver, isso lhes foi reafirmado, há pouco tempo: quer isso seja sob a forma de Choque, quer seja sob a forma de medo, de cólera, pouco importa. Virá, inevitavelmente (se já não o vivem), esta negociação com sua própria consciência, isto é, o momento em que vocês discutem entre o que vocês São, o que vocês creem ser e o que, possivelmente, vocês poderiam ser.

Essas oscilações em torno do centro do Centro são as interrogações da consciência. É em meio a este espaço de flutuação que se manifestam, em vocês, ao mesmo tempo, os sintomas corporais, como os sintomas do humor ou de seu comportamento. Sendo confrontados, vocês mesmos, a essas oscilações e esses movimentos (muito lógicos e muito justificados, pelo fato mesmo do princípio de superposição e de justaposição), então, neste momento, vocês saberão, de maneira indefectível, que vocês estão lá, quase completamente.

Basta, neste momento, distanciarem-se de qualquer manifestação da consciência, quer seja a Alegria, quer seja a cólera ou o medo, ou ainda a expressão do próprio Amor. Se vocês conseguirem ir, de todo modo, além disso, a atravessar isso, vocês constatarão que sempre estiveram do outro lado.

Neste momento, somente neste momento, vocês viverão o que quer dizer Shantinilaya, não mais como uma experiência, mas como um estado cada vez mais permanente, cada vez mais profundo, cada vez mais estável, cada vez mais imóvel, do que representa o seu Ser, aqui, nesse mundo, não mais dependendo de qualquer circunstância temporal, qualquer circunstância ligada a sua história pessoal, como esse corpo ou como ao conjunto dos diferentes setores da vida de que vocês levaram até agora.

Isso os conduzirá, então de maneira cada vez mais tangível para vocês, a ser o que vocês São, além de todo ser. Esse movimento, eu os lembro, é totalmente natural. Ir da personalidade ao Si necessitou um caminho (ou, em todo caso, a ilusão de um caminho) em meio a uma verdade relativa, tendo os levado a focalizar sua consciência e a viver experiências e estados cada vez mais intensos e cada vez mais marcados.

Como vocês, talvez, constataram, sua própria confrontação entre a consciência pessoal e a consciência ilimitada do Si permitiu-lhes criar um sentimento, talvez de expectativa, talvez de esperança, talvez de impaciência, até mesmo uma solução de rejeição dos processos Vibratórios, pelo fato que vocês não tivessem encontrado até agora, talvez, correspondência ou ressonância entre o que era vivido em vocês e o que vivia o mundo, de uma maneira geral.

Todavia, se vocês aceitarem largar também isso, e de largar, desse modo, também, todo ponto de comparação, todo ponto de justaposição e todo ponto de possível confrontação, então, vocês se fundirão no que vocês São, além de todo ser. O que acontece, nesse momento, não é, pois, nada além da observação, não mais das sombras (como foi o caso da clarificação pela Luz), mas sim de assistir em si mesmos o desenrolar da ação da Luz.

Seja se vocês veem a Luz e estão Despertos; seja se vocês percebem a Luz e estão, também, Despertos; seja se vocês tornam-se o que vocês São, em Eternidade, além de toda consciência, ou seja, a Luz e o próprio Amor. Neste momento não pode existir a mínima dúvida, a mínima interrogação, a mínima questão. Porque a resposta será sempre a Morada da Paz Suprema.

Várias Estrelas testemunharam, no curso desses anos. Vários místicos também trouxeram sua pedra ao princípio da Unidade e a este Absoluto que subentende tanto a Unidade como a Dualidade. Assim, sejam não mais somente atentos, não mais somente o observador do que acontece (tanto neste corpo como no mundo), mas tornem-se, realmente, esta Luz que parece chegar do cosmos, do centro da galáxia, do Sol, como também do Núcleo Cristalino da Terra.

Integrando esta tripla União vocês integrarão a tripla Liberação de vocês: a de Samsara (dos ciclos da reencarnação), dos ciclos da Ilusão e dos ciclos do Si. Vocês serão liberados do corpo, da matéria, da alma e viverão os domínios da Eternidade do Espírito e do Absoluto.

Eu torno a precisar esses elementos, a fim de bem fazê-los compreender que é diferente de integrar o Si por uma ascese e um caminho percorrido (mesmo se foram, para muitos de vocês, etapas indispensáveis).

Hoje, a Liberação da Terra, a aproximação do Centro Galáctico, bem como do que será visível, em muito pouco tempo em seus Céus, de maneira indiscutível e coletiva, vai permitir-lhes integrar este último Choque de compreensão do Efêmero em relação à Eternidade. (Nota: H E R C Ó...)

De compreensão e de vivência do que representa a consciência, em seus diferentes aspectos, em suas diferentes facetas e o que representa o que é a a-consciência, não como uma abordagem possível de experiências, mas, nós esperamos, para muitos de vocês, como um estado de fato já cumprido, já manifestado. Extraindo-se assim, de maneira definitiva, de tudo o que nós, Orientais, chamamos, desde séculos, de Maya.

Minha exposição é bem curta, porque é, antes de tudo, portadora desta Vibração da Infinita Presença. Se vocês têm (e nos resta tempo) interrogações em relação à própria consciência, eu posso trazer um esclarecimento suplementar. Mas, eu lhes peço para evitar a armadilha de me pedir para falar do Absoluto, do qual nada pode ser dito.

Questão: que fazer para viver esses estados de maneira permanente?
Justamente: nada fazer.

Isso foi explicado e demonstrado de múltiplos modos. Mas enquanto tu persistires em querer fazer ou em perguntar o que fazer, tu não podes Estar neles. O próprio sentido da existência desta questão, em ti (e não necessariamente dirigida a mim) traduz a lacuna. Esta lacuna é crer que há um “fazer”.

O próprio modo pelo qual tu colocas esta questão traduz a vontade de fazer. É justamente no aniquilamento de todo fazer e de toda vontade, realizado pela Crucificação e o Abandono do Si que se vive o Absoluto. Certamente não fazendo outra coisa. Eu os recordo também que o fim das Linhas de Predação coletivas da Terra (como isso foi explicado por nosso Comandante) (ndr: ver a intervenção de O.M. AÏVANHOV de 04 de setembro de 2012) bem como o enfraquecimento de suas próprias Linhas de Predação (ligadas apenas aos reflexos de sobrevivência ligados à competição, à predação e à consciência desse mundo), também desaparecem desde o instante em que tu aceitas algo que te parece um nada.

A percepção de um nada é apenas o reflexo da inversão de vocês e do confinamento desse Sistema Solar. Se tu imaginas ainda um “fazer”, eu só posso te aconselhar a ler novamente o que foi dito por nossa Estrela THERESA (ndr: ver sua intervenção de 24 de novembro de 2012). Mas, eu lembro também, para aqueles que ainda não estão estabelecidos no Absoluto, que esse movimento em torno do centro é uma constante.

Quer isso seja em Alinhamento, em meditação ou de maneira inesperada, vocês têm experiências de consciência cada vez mais profundas, cada vez mais expandidas e cada vez mais (às vezes) confusas quanto a esta noção de passar de um estado a outro com cada vez mais facilidade.

É justamente esta mobilidade da própria consciência (nas manifestações Vibratórias, no aparecimento das modificações fisiológicas), é esta aparência, para vocês, de movimento e fugacidade que, justamente e paradoxalmente, os conduzirá, de maneira mais segura, à Imobilidade e ao “permanecer Tranquilo”.

Questão: quando a personalidade se agarra, no momento do Basculamento, não há nada a fazer?
Estritamente nada. É sempre a consciência da personalidade que te fará crer que há alguma coisa a fazer, alguma coisa a construir, alguma coisa a desconstruir. A lógica da ação/reação será sempre ação/reação. Quer seja na forma de emoção, quer seja na forma de compreensão mental, nenhuma dessas soluções está em condições de fazê-los sair do que vocês creem ser.

Questão: o que foi chamado planeta-grelha seria o momento em que cada um pode sentir ou viver a Vibração da consciência em si?
Sim. O que foi chamado, com um certo humor, o “planeta-grelha” corresponde ao Fogo do Amor que vem queimar o conjunto e a totalidade do que é efêmero. Há, pois, esse processo de encontro entre os aspectos multiformes da consciência coletiva, desde a consciência limitada, pessoal e individual, passando pela consciência coletiva ou egrégora de pensamento, ou Sistema de Controle do Mental Humano, ou ainda egrégora emocional da humanidade, representando o que pode restar de crenças, de ideais e de ilusões.

No momento em que o Fogo do Amor se derrama, em totalidade, não mais somente no ser Interior que vocês são, mas sobre a Terra, há, neste momento, um aspecto Vibratório extremo que não pode se acomodar em nenhuma presença de matéria carbonada, qualquer que seja. É o momento de Transcendência (chamado “planeta-grelha”) que virá realizar o Juramento e a Promessa.


Da faculdade de vocês em abordar esse processo (porque ele já chegou, pelas suas Vibrações vividas ou pela ausência e interrupção das Vibrações que lhes conferem Absolutos), tudo isso é chamado, efetivamente, a tornar-se um momento coletivo e sincrônico nesse Sistema Solar. Somente aquele que oscila entre a consciência limitada e a consciência ilimitada, o Efêmero ou a Eternidade, poderá, por sua vez, ser afetado por suas oscilações, suas interrogações, seus questionamentos, suas dúvidas, mesmo suas renegações.

Este instante (que ninguém conhece a data, porque ele já está atualizado, como lhes disse o Comandante, em todos os planos sutis) chegou mesmo para modificar seus corpos etéricos e para realizar (pela superposição e re-síntese) um novo corpo etérico chamado Éter de Fogo, que vocês vivem através da modificação de sua própria fisiologia.

Quer vocês se tenham tornado, em totalidade, esse novo Éter de Fogo, ou quer vocês estejam em transição para isso, há, bem evidentemente, esses processos de oscilação, de passagem instantânea de um estado de consciência a outro, esta possibilidade em ver também flutuações fisiológicas do humor, das emoções, de seu mental, extremamente rápidos.

Aquele que se instala na Tranquilidade do Absoluto vê isso como exterior ao que ele É. E é realmente isso. Mas, enquanto tu não estás no Centro, no coração do Coração, tu perceberás sempre isso como uma ação de tua própria consciência ou de tua própria reação, da interação entre tua consciência limitada e ilimitada ou ainda entre tua consciência pessoal e a consciência coletiva. Integrar isso é se aproximar, se eu posso dizer, ainda mais do centro do Centro.

Nós não temos mais questionamentos, nós o agradecemos.

Irmãos e Irmãs em humanidade encarnada, eu lhes proponho alguns momentos de Coração a Coração na Unidade da Luz e da Verdade.

Eu rendo Graças por sua Presença e rendo Graças por sua consciência e rendo Graças pelo que nós Somos, todos. Acolhamos, juntos.

...Compartilhamento do Dom da Graça...

Eu sou UM AMIGO. De meu Coração ao Coração de vocês, unidos no mesmo Coração e com Amor. Até mais tarde.

____________________________________________________________________
NDR

Ponto ER do peito: sobre o eixo do esterno, em sua parte superior, acima do chacra do coração, sobre a protuberância do esterno chamada ângulo de Louis.



Mensagem de UM AMIGO no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1703
24 de novembro de 2012 (Publicado em 25 de novembro de 2012)
Tradução para o português: Dionéia Lages

F.D.U - http://fontedeunidade.blogspot.com.br/
C.R.A - http://a-casa-real-de-avyon.blogspot.com/

THERESA DE LISIEUX - 24-11-2012 - AUTRES DIMENSIONS

Áudio em francês.

Eu sou THERESA DE LISIEUX, Irmãos e Irmãs em humanidade, permitam-me instalar a minha Presença em vocês, ao seu lado.

... Compartilhando a dádiva da Graça ...

O que vou lhes dizer vem completar o que eu chamo o pequeno Caminho ou o Caminho da Infância. Eu não vou falar-lhes novamente da Humildade, mas, bem mais, do que há a encontrar, a ganhar, nesse Caminho da Infância. Uma vez que, por muitos lados, o que lhes disseram os Anciãos, que intervieram antes de mim (ndr: intervenções de UM AMIGO e de IRMÃO K de 24 de novembro de 2012), pode também ser exprimido à minha maneira.

O Caminho da Infância (aquele da Humildade e da Simplicidade) arrisca aparecer-lhes, cada vez mais, como uma coisa indispensável, diante, justamente, do que os Anciãos chamaram “os movimentos ao redor do centro do Centro” e diante da incapacidade do mental, dos pensamentos, de aí responderem, de maneira adequada.

Talvez colocar-se a questão de desaparecer, de ir na Profundeza a mais íntima, ali onde não há movimento, ali onde não há desejos, ali onde há, para a personalidade, o que eu chamaria de uma submissão. Há, para a Eternidade, uma exultação, uma Paz, a nenhuma outra comparável. A Luz não faz mais do que unicamente chamá-los. Ela não faz mais, unicamente, do que bater à sua porta ou a uma das Portas : ela investiu para vocês, ela despertou e se revelou a vocês.

Para lembrar minha última intervenção (ndr: de 31 de outubro de 2012), eu lhes disse que minhas experiências (que hoje vocês chamam, místicas) foram muito limitadas e, no entanto, isso jamais alterou o que eu chamei, e chamo sempre (mesmo se hoje, o sentido é um pouco diferente): a fé a mais total.

Não a fé daquele que vai acreditar, mas daquele que faz “como se” para que esse “como se” torne-se a Verdade. Como se houvesse, realmente, um Céu, ao longe, e esse Céu nos era prometido e essa Luz nos era prometida. A grande diferença, em relação ao que eu pude viver, em minha época, é que era necessário esperar partir da Terra para realizar meu Céu.

E, contudo, eu tinha a impressão de viver o Céu sobre a Terra já que, em minha pequenez, eu encontrei a maior das forças que não era minha força, mas a força de meu modelo, de meu ideal: do CRISTO.  Não, é claro, o Cristo histórico tal como foi apresentado, mas sim tal como eu o vivia, realmente, em meu coração, como uma fonte benfazeja de Amor, como uma Paz, que nada deste mundo podia satisfazer.

Experimentando a Humildade, experimentando o que eu percorri como Caminho, eu pude encontrar uma Paz, uma Paz tal que jamais, desde jovem, não pôde se apresentar a menor variação de meu objetivo. Então, é claro, os Anciãos lhes dizem, hoje, que não há objetivo, que o objetivo já está aí, que é somente uma questão de olhar. Eu acrescentaria, quanto a mim, que é somente uma questão de Humildade.

Isto quer dizer ser Humilde e reconhecer que vocês não têm nenhum meio de modificar outra coisa a não ser a vida que vocês vivem (que, eu os lembro, é efêmera e que apenas passa).

O Caminho da Infância os convida a deixar a vida se desenrolar. Tudo o que era proposto, quaisquer que fossem o teor, a textura, eu permanecia fixada no Céu, no Céu que eu vivia, em mim, mesmo que me fosse necessário esperar a confirmação.

Vocês têm, hoje, a chance de ter essa confirmação presente, mesmo sobre este mundo. Vocês veem, todos os dias, a ação da Luz, mesmo se vocês não compreendem sempre o objetivo, mesmo se vocês não apreendem sempre o alcance. Se vocês aceitam esse princípio, vocês relaxam todas as tensões que podem existir nessa vida efêmera, qualquer que seja sua idade, qualquer que seja sua saúde e eu diria mesmo, hoje, o que quer que seja que vocês viveram ou não, das Vibrações da consciência, de seus estados diferentes.

Aceitar não ser parte interessada, mas fazer o que é para fazer, distanciando-se do efêmero. Isso não basta, certamente, para estabelecê-los além de qualquer estado, mas contribui para isso, uma vez que, nos momentos em que vocês têm a impressão de controlar e de dirigir suas vidas, vocês a dirigem sempre para um objetivo (mesmo se ele é de Luz) que os faz percorrer um caminho, mais ou menos fácil, mais ou menos árduo.

Então, se vocês deixam suas vidas se desenrolarem, se vocês fazem o que lhes pedem, se fazem exatamente o que a vida propõe, fazendo-se cada vez mais pequeno, cada vez mais insignificante, então, nesse momento, essa fé absoluta faz aparecer (aos seus olhos, à sua alma) a beleza do Amor.

Essa beleza da qual vocês não podem apreender, da qual vocês não podem se apropriar, é, muito exatamente, o que nós Somos. E, para ver isso, é necessário aceitar, efetivamente, não mais ver outra coisa, não como uma recusa ou uma ocultação, mas sim, colocar-se, não acima, não abaixo, mas colocar-se em um lugar diferente.

Um lugar diferente desse que nós chamamos a vida sobre a Terra, com seus objetivos, com suas dores e suas alegrias. Isso não impede nem as dores, nem as alegrias. Isso muda, simplesmente, as necessidades e a expressão tanto dos desejos como das necessidades, como do que está sempre aí.

Há, em cada um de nós, uma potência de Amor, infinita. Essa potência de Amor, pelo peso dos hábitos, pelo peso dos sofrimentos também, nos tem, pouco a pouco, uns e outros, distanciado da Infância. A partir do instante em que há essa palavra “criança”, há a inocência. Há, também, em relação a este mundo, talvez, uma fragilidade de onde, muito rápido, nós somos todos educados para estarmos adaptados a este mundo.

E nenhuma adaptação a este mundo permite ser adaptado ao Infinito. Reconhecer isso, é já um grande passo para a Infância e para a sabedoria, porque não pode haver sabedoria sem Infância. A sabedoria não é o resultado de um conjunto de experiências, A sabedoria não é a resultante de conhecimentos que foram adquiridos. A sabedoria não está ligada à idade. E, quanto mais vocês estão na Infância, mais vocês são sábios.

Mas vocês percebem, claramente, em vocês, que o mais importante não é o efêmero, não é o que passa, mas o que, justamente, está sempre aí. Ora, o que é que pode estar, sempre, aí, se não é o Amor, que é o próprio fundamento de todos os mundos?

Mesmo se houve alterações, se houve ocultações, isso não é em nada comparado à Paz.  Porque a Paz Suprema (da qual falam nossas Irmãs orientais) é o que eu vivi. O que eu vivi qualquer que fosse o sofrimento de meu corpo. Mesmo se eu não tinha as palavras (pela minha juventude e minha experiência), eu sabia que a experiência da Luz era bem mais importante do que a realização de não importa qual objetivo humano.

Já, eu me colocava na Eternidade. A partir de minha mais jovem idade, isso foi meu universo. Mesmo se eu participei do jogo da vida (que eu tinha escolhido, inicialmente), eu percebia, cada vez mais claramente, à medida que minha doença de languidez se propagava, uma espécie de distanciamento, mas que jamais foi uma recusa, mas sim uma escolha deliberada, de minha parte, da Eternidade.

Então, hoje, em que a Luz está cada vez mais penetrante para a personalidade, vocês também, coloquem-se a verdadeira questão. E a verdadeira questão será sempre: o que é que eu escolhi? O efêmero ou a Eternidade?

Então, nós todos sabemos que tudo o que está sobre a Terra é efêmero: sejam nossos parentes que desaparecem um dia, sejam nós mesmos que desaparecemos, seja um amor de infância ou um amor de adulto. Nós todos sabemos, pertinentemente, que tudo o que se desenrola, sobre este mundo, tem apenas um tempo.

Ora vocês devem ser apaixonados, no sentido o mais nobre do termo, pela verdadeira Vida, pelo que é Eterno, pelo que lhes enche de Amor e que não enche, necessariamente, a personalidade e a vida que vocês vivem.

É, em certo sentido, uma escolha. Mas essa escolha não é mais uma escolha da Vibração e da consciência. São vocês que decidem se colocarem aí, ou lá. E as consequências, é claro, não são as mesmas.
O Caminho da Infância os fará descobrir, muito rápido, esse centro do Centro e a Paz que daí decorre.

Ao passo que qualquer resistência (tudo o que vocês conduzem por uma luta, por um aspecto que não lhes parece fácil) bem, é que, em alguma parte, vocês se distanciaram do centro do Centro. Uma vez que, quanto mais este tempo se desenrola (e os leva aos famosos encontros, esses prazos astronômicos, esses prazos humanos e os Prazos terrestres), mais vocês se reaproximam disso, mais vocês têm a capacidade e a oportunidade, reais, de descobrir esse caminho da Infância. E é o Caminho mais direto para a Eternidade.

Ter um Coração de criança, é ter um Coração que está instalado, totalmente, no presente. Mesmo se há, não essa projeção, mas o que minha Irmã HILDEGARDE tinha chamado a “tensão para o Abandono” (ndr: ver a intervenção de HILDEGARDE DE BINGUEN de 25 de outubro de 2010). Eu diria que a tensão para o Abandono do Si, e a tensão para o Abandono à Luz, são a mais bela prova, que vocês podem se atribuir, de sua descoberta da Eternidade.

É um atalho e é um atalho imediato. É tão abreviado que viver, realmente, a Humildade e a Infância, é descobrir a Eternidade. E vivê-la, aí se estabelecer, e aí permanecer firmemente ancorado (contra ventos e marés, qualquer que seja o olhar de um Irmão ou de uma Irmã que não vive isso).

Irradiar o Amor, é ser o Amor. Senão vocês não irradiam o Amor: vocês projetam o amor que vocês pensam. Ser Amor não tem necessidade de nenhuma projeção, há apenas a necessidade de irradiar. E esse irradiar se faz sozinho. Não há necessidade de vocês. Não há necessidade de sua resignação.

Tornar-se uma Criança, é isso. É reencontrar a espontaneidade. É estar, cada vez mais, inscrito no que o Arcanjo ANAEL nomeou “Aqui e Agora”, o famoso “tempo presente” (ndr: ver a intervenção de ANAEL de 1º de abril de 2011). Mas lembrem-se de que, mesmo nesse tempo presente e mesmo quando vocês vivem a Paz, quando vocês vivem a Alegria, quando vocês descobrem a ação da Luz, em vocês e em suas vidas, isso não basta. Porque nesse momento, a personalidade vai procurar (e é seu papel) apropriar-se dessa Luz para ir no sentido em que a personalidade quer.

Então (e isso foi facilitado por minha jovem idade, mas, hoje, isso está ainda mais facilitado por suas condições de vida sobre a Terra), lhes é necessário redescobrir a espontaneidade e a Infância: a criança que não se coloca questão sobre o amanhã, nem sobre ontem, e é livre para viver cada instante presente.

Uma vez que cada instante presente que é vivido não pode ser condicionado nem por sua história nem pelo seu futuro, exceto por essa tensão para a Luz. Mas tender para a Luz, é também deixá-la investir para vocês. É também deixá-la dominar. É somente assim que vocês se tornam o que vocês São, realmente. Não enquanto vocês acreditam dominar.

Aliás, as circunstâncias da Terra não vão demorar a lhes mostrar que a natureza e os elementos estão sempre mais potentes. E que o efêmero do homem não é absolutamente nada em relação à potência dos elementos, seja o do Sol, seja o dos ventos ou ainda da Terra ou da água. Tudo isso vai colocá-los face a si mesmos, em diferentes níveis, em diferentes lugares: seja de um lugar que é efêmero e que passa, seja de um lugar onde tudo é imutável, onde tudo é eterno, onde qualquer movimento não é um movimento.

De sua capacidade, hoje, para manifestar essa Tranquilidade, de sua capacidade de aproveitar o que a vida lhes oferece (seja na natureza, em suas relações, ou em suas dificuldades), isso é sempre um presente. Uma vez que esse presente, mesmo se ele pode lhes parecer, em um primeiro momento, envenenado, se vocês permanecem firmes em sua Infância, se vocês permanecem firmes em sua espontaneidade, deixando a Luz ser, então nenhum problema poderá ter a menor ação ou implicar a menor reação.

Eu diria, portanto, que estes tempos particulares são tempos que os convidam a ir, ainda mais, na Profundez, ainda mais profundo para a Inocência e a Simplicidade. Então, é claro, sua personalidade lhes dirá, sempre, que há aquilo a fazer, que há tal constrangimento, que há tal coisa a conduzir, e que se opõe à Luz.

Mas vocês, são obrigados a aderir a isto ou aquilo?
Vocês são obrigados a acreditar nisto ou naquilo?  Não.

Desenvolvam essa fé particular, essa fé que está além de qualquer crença em um paraíso, de qualquer crença no que quer que seja, mas, simplesmente, a crença na Infância e em seu estado de espontaneidade do instante presente.

Se vocês se empenham nesse caminho da Infância, não esqueçam que eu disse, antes de partir: que eu passaria meu Céu a fazer o bem sobre a Terra. E fazer o bem, não é lhes trazer aquilo de que vocês têm necessidade, sobre esta Terra, mas é Encontrá-los, Fusionar-me com vocês, a fim de permitir-lhes aproximarem-se dessa Infância e daí serem vocês mesmos.

Uma vez que se eu me aproximo de vocês (porque vocês me chamaram), então, nós Fusionaremos. Então vocês verão que não há distância entre vocês e eu e que vocês podem, totalmente, encarnar essa Infância e essa Profundez.  Façam o ensaio. Façam a experiência. Já que (eu o repito ainda uma vez), nas circunstâncias da Terra que se desenvolvem, e em vocês, não há Caminho mais simples, mais evidente, do que o caminho da Infância.

É claro, as circunstâncias da vida podem chamá-los (por meio da ação dos elementos) a alguns ajustamentos, conforme o local em que vocês vivem sobre esta Terra. A ação dos Cavaleiros está privilegiada em alguns lugares, e diminuída em outros lugares. Em outros locais da Terra, como em vocês, são outros elementos que se colocam em operação. Mas vocês não podem se medirem aos elementos.

Eu os lembro de que vocês são constituídos (como todos nós quando estamos sobre a Terra) dos mesmos elementos. Esse corpo de carne pertence à Terra e ele retorna à Terra.
Como os pensamentos, as ideias, as crenças, as emoções, nada de tudo isso existirá, exceto, talvez, para a Terra, como memória. Mas as circunstâncias da Terra visam, justamente, colocar fim a todos os pesos e todas as memórias.

A Liberdade é, justamente, não mais depender de uma memória, não mais depender de uma história com suas alegrias e suas dores. É, justamente, ser Liberado dessa alternância de alegrias e de dores, e essa alternância que faz tudo o que se desenrola em nossas vidas, seja na vida de um assassino (como eu pude orar por eles) ou de um santo (como eles me eram caros, ao meu coração). Vocês se apercebem que, finalmente, há, nesses dois seres que aparentemente tudo opõe (o santo e o assassino), fundamentalmente e em Profundez, a mesma Luz: simplesmente, um  aceitou a Luz e o outro desviou-se dela de maneira provisória. Mas, fundamentalmente e em Profundez, não há nenhuma diferença. A única diferença se vê apenas para a personalidade.

É por isso que o CRISTO nos disse para nos amarmos uns aos outros, como ele nos amou. E não como nós queremos amar: é profundamente diferente. Uma vez que nós concebemos, frequentemente, o ato de amor, sobre a Terra, como uma atenção, uma intenção e como o fato de manifestar esse amor, de uma maneira ou de outra.

Quer seja um amor adulto, quer seja uma amor fraternal, quer seja o amor de um parente ou de um filho, é exatamente a mesma coisa: há necessidade de manifestar esse amor através de atenções, através de olhares, através do que nós exercemos como papel ao lado dessa pessoa amada.

Mas viver o Amor não é amar uma pessoa. Viver o Amor, é amar qualquer pessoa, da mesma maneira, com a mesma igualdade. É ver o CRISTO tanto em um assassino como no santo. É ver além de todas as aparências e ver além de tudo o que é efêmero. É já, inscrever a si mesmo em sua própria Eternidade.

E vocês não podem julgar ninguém sem julgarem a si mesmos uma vez que o CRISTO disse: “a medida com a qual vocês julgam, vocês julgarão a si mesmos”. Não há ninguém que os julga senão vocês mesmos. Mas o julgamento não vem da personalidade: o julgamento vem da alma. E vocês sabem, acima da alma, há ainda outra coisa: há o Espírito, há o CRISTO, há esse Amor Infinito, o Absoluto. E que, para esse Amor Infinito, a experiência da encarnação não tem sentido nem direção.

Então, é claro (e os ensinamentos modernos lhes têm dito de múltiplas maneiras), o pensamento é criador: vocês podem criar tanto as condições agradáveis quanto as desagradáveis, conforme seu mecanismo de pensamento. E a Luz alterada deste mundo seguirá sempre seu próprio pensamento e criará, mais ou menos rapidamente, as circunstâncias do que vocês acreditaram e aderiram. Mas lembrem-se de que nenhuma dessas circunstâncias que vocês criaram (ou à qual vocês aderiram), em definitivo, pode representar o Céu e a Eternidade.

E, aí também, cabe a vocês saberem. O que vocês querem?
Vocês querem o Céu ou vocês querem a Terra?
Porque a Terra, ela, decidiu reunir-se ao Céu.
Então que vocês decidam, também?

Mas, para isso, para decidir, eu lhes responderei que a melhor maneira não é fazer uma escolha, nem mesmo decidir, doravante: é deixar trabalhar a Eternidade, em vocês. Porque se vocês deixam a Eternidade trabalhar (quaisquer que sejam a recompensa ou o preço a pagar) vocês não verão jamais as coisas da mesma maneira. E o que lhes aparecia, antes, como uma recompensa ou um desagrado, não terá mais o mesmo valor uma vez que vocês não serão mais tributários do que quer que seja pertencente à Terra.

Como lhes disse o CRISTO: “vocês estão sobre esta Terra, mas vocês não são desta Terra”. O que é desta Terra é o efêmero, são seus corpos, são as estruturas que se chamam as auras do corpo sutil, os casulos de luz e os envelopes. Mas vocês não são nenhum de seus envelopes. Não mais do que vocês não são esse corpo que perecerá um dia. Não mais do que vocês não são seus pensamentos.

Então, isso, eu não lhes peço para acreditarem, mas, simplesmente, vivê-lo. E cada dia que vai aproximá-los de 1º de dezembro (e desse último mês deste ano particular que vocês vivem), a cada dia, vocês constatarão que se vocês vão para a evidência, e a Simplicidade, e a Infância, melhor vocês serão preenchidos. Mas não preenchidos como a satisfação de alguém que tem um desejo e que deve reproduzi-lo, mas, bem mais, como a evidência do que vocês São, muito simplesmente. E é isso que pode satisfazê-los de maneira Eterna.

Nada deste mundo pode satisfazê-los, mesmo a coisa mais perfeitamente realizada. Unicamente a quantidade de Amor que está em seu coração, unicamente o Amor que vocês São (não como um desejo, não como um ideal, mas sim, realmente, o que emana de vocês) os coloca de imediato na Infância ou na dificuldade.

Pensem bem em minhas palavras porque é, verdadeiramente, através disso que vocês poderão estar em Paz com vocês mesmos ou então em cólera contra vocês mesmos ou contra o mundo.


Enquanto vocês não tocaram essa indizível Graça do Absoluto, do CRISTO, vocês apenas podem viver as compensações, as flutuações de alegrias, as flutuações de dores. Tudo isso é efêmero e passará, mas vocês não Passarão jamais.

Assim, para descobrir, realmente, isso (não para fazer uma adesão ou uma crença), vocês são convidados, cada vez mais, a essa Profundez e a essa Simplicidade. Vocês estão convidados a se despojarem, de algum modo, cada vez mais, de tudo o que é supérfluo.

Tudo o que lhes parecia vital, em um dado momento, vocês perceberão bem (se vocês estão atentos) que isso desaparecerá. Então, é claro, as modificações fisiológicas vocês aí conduzem, à sua maneira: que seja através do sono, dos alimentos e da própria consciência que vocês manifestam em suas relações humanas e em suas relações conosco.

Quanto mais vocês são Simples, mais vocês são espontâneos mais vocês estão na Infância e mais isso será fácil. Quanto mais vocês querem controlar as rédeas, mais vocês querem ser mestres de vocês mesmos e de suas vidas, mais vocês se distanciam, e mais é difícil. Isso vai lhes aparecer de maneira cada vez mais flagrante.

O que, em meu tempo, necessitava, eu diria, de uma força de alma particular, para uma missão particular que eu cumpri naquele momento (e minha missão foi muito curta) era, simplesmente, deixar a marca de minha Vibração e de minha Presença para permitir, com a impulsão dessa Profundez, atualizar o caminho da Infância, o caminho da Inocência. E é, hoje, nestes tempos particulares, que esse caminho da Infância deve lhes aparecer e se revelar como evidência.

Lembrem-se bem: a Criança está, totalmente, imersa no que ela faz, no que ela é, no instante. Os desejos os distanciam do instante. As projeções, quaisquer que elas sejam (sobre uma data, sobre um evento) os distanciam, também, do instante. E a solução está somente no instante.

Então, tornar-se Simples, voltar a ser uma Criança, voltar a ser Humilde, é, certamente, a coisa mais difícil de aceitar para a personalidade. Mas é, também, a coisa mais simples de realizar, hoje. Porque ela não pede nada de vocês. Ela não exige nenhum esforço. Ela não requer nenhum hábito. Ela não requer nenhuma meditação. Qualquer que seja sua atividade (quer vocês estejam colhendo uma flor ou amando um próximo), tudo isso deve se fazer, simplesmente, com a maior das espontaneidades. Porque a Criança é, também, essa espontaneidade.

Assim vocês não podem cogitar sobre um futuro, sobre seu futuro, saber agora se vocês Vibram ou se vocês não Vibram, saber se vocês sentem as energias, saber se vocês vivem o Estado de Ser (Êtreté). Porque o que é importante, é a Paz ou a ausência de Paz. E a cada dia que vocês se aproximam dos diferentes encontros com a Luz os faz ver isso, de maneira cada vez mais clara.

Se vocês são Simples, se vocês aceitam tudo o que se apresenta (que seja um ato, aparente, de submissão da personalidade) é um ato de grande força.

É isso o que dá, precisamente, a força da alma, de uma alma que está voltada para o Espírito e, não mais, para a matéria. Não por considerar que a matéria deste mundo está suja ou corrompida, mas, bem mais, por saber que qualquer matéria deste mundo é efêmera e que jamais um efêmero poderá preenchê-los para a Eternidade: somente a Eternidade o pode.

Assim, eu os convido a olhar bem o que se desenrola em todos os atos de suas vidas, em tudo o que se produz em suas vidas. Mas para reconsiderar isso se perguntando como uma criança agiria, como agiria a espontaneidade, qualquer que seja a circunstância.

E se vocês dizem (como o fez o CRISTO), mas em suas vidas, sem serem torturados, sem sofrerem na cruz: “Pai, que sua vontade seja feita”, qual é esse Pai? Não é um deus. É, simplesmente, o que vocês São, em Eternidade. De fato, vocês são o Pai de vocês mesmos. Nós todos somos os genitores de nós mesmos, em alguma parte.

Então, estar na Humildade e na Infância, é aceitar não compreender tudo, aceitar nada dominar, nada controlar, deixar a vida trabalhar e não interferir com essa vida. É tornar-se também, é claro, Transparente à Luz, em totalidade. É deixar-se guiar pela Luz. É não mais se deixar guiar pelo seu interesse próprio e pessoal, pelo seu medo e sua proteção de amanhã, qualquer que seja, porque mesmo o amanhã será apenas um tempo. E esse amanhã será apagado por um outro dia, ou pelo fim dos dias, o que é o mesmo.

Assim vocês estão convidados, mais do que nunca, a me chamar. Eu não falo, é claro, de seus Alinhamentos, mas dos momentos em que isso não lhes parece, justamente, infantil, não fácil, em que isso parece escapar à sua compreensão ou colocá-los em cólera. Porque é, precisamente, nesse momento, que eu posso estar mais próxima de vocês. Chamem-me e eu responderei, como sempre fiz. Simplesmente, isso se tornará, para vocês, mais sensível, mais fácil, mais evidente.

Tudo isso são apoios da Humildade, da Simplicidade. Mas guardem que, enquanto vocês não se esquecerem de vocês mesmos (e que existe, em vocês, o sentido de uma importância desse corpo, dessa pessoa, dessa vida, desse papel que vocês mantém hoje, dessa função que lhes é atribuída, ou que a vida lhes atribuiu) vocês estão dependentes das circunstâncias da vida e seguros de se afastarem da Luz.

O que era dificilmente perceptível, há somente alguns anos deste tempo Terrestre, vai lhes aparecer, cada vez mais, de maneira, eu diria, estrondosa para a consciência. É o momento em que vocês aceitam que, finalmente, não existe, em meio a esse corpo e essa vida, outra possibilidade senão Ser o que vocês São. O que, eu creio, IRMÃO K  chamou de maturidade, maturidade espiritual (ndr: intervenção de IRMÃO K de 16 de outubro de 2012). Descobrir isso (a maturidade espiritual e a sabedoria) é a Infância. Não é o resultado de uma ascese. Não é o resultado de um jejum. Não é o resultado de uma oração, mas, bem mais, de um estado de alma.

Assim quando eu mantive meu diário (que se tornou o que vocês conhecem, talvez, hoje, como “história de uma alma”) eu dei, muito exatamente, todos os elementos que constituem o Caminho da Infância. Então o que podia parecer tão distante de suas vidas, ainda, até há pouco tempo, eu lhes asseguro que hoje vocês têm a maior das facilidades para percorrer o Caminho da Infância. É, eu diria, um ascensor direto para o que vocês São e eu posso, de maneira privilegiada, ajudá-los, se vocês são sinceros.

Eu não estou aí para lhes dar uma vantagem Terrestre. Eu não estou aí para responder a uma necessidade Terrestre, mas, sim, uma necessidade da alma: aquela de sua Eternidade. E, mais do que nunca, nisso eu estou no meu lugar.

Apelar à minha Ressonância, apelar ao meu Elemento, apelar à minha Presença, os ajudará, verdadeiramente, a viver a Infância e, portanto, a Simplicidade. Não haverá mais zona de resistência à Luz, em vocês. A Transparência se tornará total. Vocês não serão mais afetados por todas essas mudanças que estão em curso em suas fisiologias. Vocês as viverão sem serem afetados e vocês aceitarão, por exemplo, a modificação de suas necessidades, quaisquer que elas sejam, não como uma punição, não como uma restrição, mas sim, como a evidência da Luz.

Eis as palavras que eu tinha a lhes dar, e a Vibração de minha Presença.
Assim, Irmãs e Irmãos, vivamos um momento de Paz, um momento de Amor, na Simplicidade da Infância. Eu lhes digo, quanto a mim, até uma próxima vez. E não se esqueçam: eu estou à sua disposição.

... Compartilhando a dádiva da Graça ...

Eu sou THERESA.  Eu terminarei por esta frase que não é minha e que, no entanto, faz ressonância com o que eu sou.

Eu lhes direi: “deixem a vossa vida ser a de uma rosa que exala seu perfume, sem se colocar a questão do perfume”.

E vocês descobrirão, se isso já não é fato, a Eternidade. Eu lhes digo, até breve.


Mensagem de THERESA DE LISIEUX no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1705
24 de novembro de 2012 (Publicado em 25 de novembro de 2012)
Tradução para o português: Ligia Borges

F.D.U - http://fontedeunidade.blogspot.com.br/
C.R.A - http://a-casa-real-de-avyon.blogspot.com/


NO EYES - 24-11-2012 - AUTRES DIMENSIONS

Áudio em francês.

Eu sou NO EYES. Que o Sopro do Grande Espírito nos acompanhe. O que eu vou tentar expressar, entre vocês, eu lhes solicito que não vejam aí, simplesmente as palavras que eu vou tentar empregar, mas, bem mais, vou aproximar delas, de alguma forma, a vivência.

O que eu vou dizer pode representar uma sequência do que lhes disse minha Irmã MA ANANDA, há algum tempo atrás (nota: intervenção de MA ANANDA MOYI de 10 de novembro de 2012). Diz respeito ao que tem sido chamado (e está associado a isso) às diferentes "visões": a visão do olho (que eu não tinha), a visão etérica (bem superior à visão nomeada astral) e, especialmente, a Visão do Coração.

Essa Visão do Coração não depende de um órgão sensorial. Essa Visão do Coração não está absolutamente ligada, de uma maneira ou de outra, à clarividência, porque o que é visto não o é sob forma de cores, de identidades, de circunstâncias. Esta é uma visão que se faz sem o que se chama, vulgarmente, "o ver". Essa visão aí não é uma emanação da consciência através de um sentido, dito sutil. Esta visão do Coração leva-os a viver que tudo o que lhes aparecia, antes que ela não esteja presente, como exterior a vocês, desta vez, torna-se Interior a vocês.

É nesta visão do Coração, em, estritamente falando, sua manifestação, que se pode encontrar a ressonância e a ligação com o que os Arcanjos nomearam para vocês como Infinita Presença ou Última Presença. Ver com o Coração, não é ter o Coração ou manifestar o Coração. Ver com o Coração requer, de alguma forma, um esquecimento de si, um esquecimento de nossa vida, a fim de estar no serviço, totalmente, do que não nos concerne, dentro da personalidade, e que dá a ver além das aparências, além do órgão sensorial e, principalmente, para além de toda visualização ou de toda representação. Ver com o Coração, é aproximar-se do coração do Coração.

É ainda não viver o coração do Coração, mas é viver os movimentos dele, suas flutuações. É aproximar-se do que não é conhecido e que alcança o mistério do Grande Espírito. Isto é o que alcança a possibilidade de viver uma Comunhão com os Elementos e de viver, também, esta mesma ação dos Elementos, em sua dissolução no Interior do Éter.

Ver com o Coração é, de alguma forma, o cessar (ou o início do cessar) de um mecanismo de aderência da consciência, situando um objeto, ou uma consciência como exterior à si ou como interior a si. Ver com o Coração requer desaparecer de si mesmo, não mais buscar ver (nem com os olhos, nem com o terceiro olho, ou o Éter), mas sim superar o que é percebido.

Porque quando vocês superam e vocês transcendem tudo o que é percebido, então vocês descobrem que vocês podem ver sem os olhos, ver sem órgão e ver outra coisa que o que é conhecido. Esse Ver, não se preocupa com as representações coloridas ou de identificação do que quer que seja. Esse Ver, esse Ver do Coração é um mecanismo íntimo que é realmente o fato de fazer desaparecer todas as limitações e todo sentido de uma consciência diferente da Grande Consciência do Grande Espírito, e, em definitivo, logo após, do Grande Todo o que vocês chamam de Absoluto ou Parabrahman.

Vocês não podem ver com os olhos e ver com o Coração. Vocês não podem ficar na visão etérea e ver com o Coração, mesmo que isso possa parecer uma sequência lógica. Ver com o Coração é portanto, ver com a Verdade, ver além do olho e ver além do que distancia e separa. É deixar atravessar-se, deixar vir a si, não mais expressar no exterior de si, qualquer visão.

Esse Ver, então, não é somente um sentimento profundo, como vocês poderiam ter tendência a acreditar ou a imaginá-lo. Esse Ver, não tem nada a ver com a visão, porque o que é visto será, de uma forma ou de outra (que seja a visão dos olhos, a visão etérea ou a clarividência), sempre dependente de separações das diferentes consciências, das diferentes formas, das diferentes cores. Ver com o Coração é, portanto, ver além das cores, além das formas. É em algum lugar, alcançar já, o Grande Espírito.

Esse Ver está, efetivamente, conectado a um estado da consciência. Estado da consciência que se dirige em direção a sua resolução: esta resolução, que é um desaparecimento de todo sentido de ser uma identidade, de ser uma forma, aqui ou ser em outro lugar.

Eu diria que Ver com o Coração é, Estar em todos os lugares, ao mesmo tempo e ver, de alguma forma, com não importa qual olho, mas não ser dependente desse olho.

Ver com o Coração faz sentir a ressonância que se produz na própria consciência, quando esta se torna Transparente, totalmente.

Ver com o Coração é, não mais ter limites (da consciência como do corpo), é não parar nada, não agarrar nada, não projetar nada, não solicitar nada. Ver com o Coração é, como eu o disse, desaparecer: desaparecer no sentido mesmo de ser um ser, ou de ser um Si.

E quando vocês desaparecem, totalmente, da aparência, de todo sentido e de toda consciência, então a Visão do Coração pode ser concluída.

Esta Visão do Coração não é uma visão que separa, que discrimina, que julga. Ela se contenta em estar na neutralidade a mais completa, que não projeta nada, que não pensa nada, que não imagina nada e que não é, acima de tudo, uma reação.

Ver com o Coração, é o momento em que se pode viver, na própria consciência, esta sensação de Basculamento, de Reversão, onde vocês perdem todas as referências habituais e usuais de sua vida, quer isso seja a localização de uma das partes do seu corpo, ou a percepção de um corpo ou de um ambiente. Este é o momento, em que não há mais necessidade de ver. Ver com o Coração, é uma impressão e essa impressão não diz respeito de forma alguma ao que é chamado de visão, e não diz respeito de forma alguma ao que é chamado de clarividência. Ver com o Coração é ver tanto os detalhes quanto a essência desses detalhes.

Para ver com o Coração, é preciso nada querer, nada desejar, nada pedir: simplesmente, estar aí, em Paz, deixar-se viver o que se vive, sem nada procurar. Naquele instante, vocês se apercebem de que vocês veem, efetivamente, muito além do senso comum da visão, muito além, mesmo, do sentido espiritual do que é chamado de uma visão, porque vocês veem o conjunto da decoração, o conjunto do que se representa. Porque vocês veem que tudo isso se representa, não no exterior, mas em vocês, realmente, concretamente, fisicamente.

Ver com o Coração, é não mais ser dependente de uma forma, de qualquer outra coisa que esta Transparência. A Transparência dá a Visão, a Visão do Coração, aquela que é uma impressão direta, que não reflete um julgamento e ainda menos uma discriminação, mas sim que lhes dá a ver o estado real do que é, não olhado, mas que nos atravessa. É assim que na minha passagem sobre a Terra, eu pude dar muitos elementos concernentes ao Novo Mundo.

O que vocês devem compreender é, que esta Visão do Coração não sobrevém, efetiva e concretamente, que quando vocês aceitam que tudo que vocês veem com os olhos, como com a clarividência, como com a visão etérica, tem apenas um tempo. Ver com o Coração é ver fora do tempo, é ver fora da aparência, fora das cores, fora das formas. É uma impressão.

Esta impressão não é submissa ao filtro da personalidade, não é submissa ao filtro do que lhes é conhecido, mas se impõe dela mesma, pela possibilidade de que vocês tenham que se manter nesta atitude de passividade, de Transparência e de Humildade. O interesse, se houver um, da Visão com o Coração, não é de trazer uma solução (mesmo que seja possível) para qualquer coisa, daí onde vocês estão, mas dar-lhes a ver a Verdade e esta Verdade é uma grande Alegria.

E Ver com o Coração, este é o momento, de alguma forma, em que vocês se aproximam ao máximo do centro do Centro. Este é o momento em que vocês se dirigem, pela Passagem da Porta Estreita, em direção à sua própria Ressurreição. Este é o momento em que o peito sente o Sopro do Grande Espírito, tal como um tremor, uma Vibração intensa. E este é o momento em que mesmo esta intensidade parece desaparecer, para fazer aparecer-lhes a Verdade. Esta Verdade é uma grande Alegria, ela não tem necessidade de se expressar em palavras e ela é, além disso, na maioria das vezes, incomunicável em palavras (a visão etérica o permite, mas não a Visão do Coração).

A Visão do Coração juntou o que é chamado, em diversas tradições, a Câmara íntima do Coração (ao mais próximo do Centro) e que é, de fato, a associação dos dois pontos precisos da consciência, transfigurados e resolvidos, que são o chacra do Coração e que é chamado o timo, ou que vocês chamam o Ponto ER ER do peito (9º Corpo) (nota: ver os diagramas abaixo). Este é o lugar onde se irradia o que vocês São, e este é o lugar onde é percebido o que vocês São, na Infinita Presença, e que é, de alguma forma, o Último limite, a Última Passagem do efêmero à Eternidade.

Ver com o Coração, dá a ver a Eternidade, dá a ver, como eu o disse, além de toda aparência e de toda forma, como de toda cor.

E ver assim, acalma, preenche-os de Paz, de gratidão, de bem-estar. Este é o momento em que se pode revelar (e se revela, aliás, cada vez mais) a Infinita Presença que confina, pelo fato da própria ação da Transparência que se estabelece, para não mais resistir, não mais se opor, não mais ver outra coisa que o que subjaz aos Mundos, as manifestações. É apreender, enfim, realmente, e viver, realmente, a Unidade, onde o outro não lhes aparece como algo de exterior a vocês, mais sim, presente, realmente, em vocês.

Retomando uma frase que eu amo muito (pronunciada, no Ocidente e no Oriente, pelo CRISTO), esta frase que é simplesmente "tornar-se como uma criança para renascer", mas também dizer que "o essencial é invisível aos olhos" e não será jamais acessível aos sentidos, nem mesmo a uma consciência que vocês nomeariam expandida.

Ver com o Coração é fazer cessar todo sentido, é aceitar desaparecer de toda ilusão, desaparecer de todo efêmero, para não guardar que algo muito mais amplo, muito mais vivente e, principalmente, não dependente de qualquer sentido ou de qualquer filtro. Ver com o Coração é ver a evidência, é ver a Unidade, realmente, vivê-la, pela Transparência da sua carne.

Ver com o Coração, é ver que nada do que é exterior pode existir se vocês não o tiverem imaginado, recriado ou projetado. Ver com o Coração participa da Libertação e da Liberdade, porque nesse Ver, justamente, não há discriminação, não há separação, não há projeção da consciência, nem recepção de uma outra consciência. Ver com o Coração é, ir para o mais próximo desse indizível, é sentir a Porta Estreita que se entreabre.

É também pôr fim, permanentemente, ao fato de estar subjugado pela Atração e pela Visão, porque nós todos sabemos que, sobre este Mundo, a beleza do Sol, a beleza das árvores, a beleza de um Irmão ou de uma Irmã, é retransmitida pelos sentidos, pelo conjunto dos sentidos. A Visão do Coração não tem o que fazer desses sentidos. Ela vai além até mesmo da sensação de ver as coisas religadas a sua Unidade. Ver com o Coração é, realmente, o momento em que vocês já não existem mais, em que vocês desaparecem, totalmente, em que vocês não têm mais o sentido de ser qualquer pessoa (nem vocês, nem aquele que é visto), mas vocês são, indiscutivelmente, ao mesmo tempo os dois, sem ser um dos dois ou a soma dos dois.

É sentir este tremor e este Fogo no peito, e é desaparecer, em si, nesta Visão do Coração. Este é o momento em que não há mais necessidade de representação. Este é o momento em que não há mais necessidade de se nutrir pelos sentidos, mas, mais ainda, de nutrir-se dessa Infinita Presença que é, eu lembro a vocês, um momento de grande Alegria e de fluidez, mesmo que isso não seja ainda o Absoluto, mesmo que (como tão bem abordaram a vocês vários Anciãos) isso seja inacessível aos sentidos, inacessível à percepção.

É justamente a cessação de tudo isso que permite ver claramente com o Coração. Vocês não estão a ignorar que os nossos Irmãos e Irmãs que não têm a visão (que isso seja quando de seu nascimento ou mais tarde, qualquer que seja a causa) desenvolvem, com muita facilidade, outros sentidos, que podem compensar a insuficiência desse sentido. Pois bem, a Visão do Coração, é o desaparecimento de todos os sentidos. E o que vem compensar esta paragem de todos os sentidos, é precisamente, o que os aproxima, ao máximo, do Coração, ou do centro do Centro, ou se vocês preferirem, que os faz atravessar esta Porta Estreita.

Ver com o Coração, não é comparável a qualquer outra visão. Porque essa Visão é uma Visão do Íntimo, dando-lhes a ver, de alguma forma, não apenas os fios que animam as consciências e as circunstâncias, isto é não ver, não mais somente a mão que anima os fios, mas é ver através de tudo isso. Esta é uma impressão, e não somente um sentido: uma impressão que não deixa margem a qualquer dúvida, que não deixa margem a qualquer questionamento, a qualquer interpretação. E assim, a Visão do Coração faz vocês verem a Verdade. E isso não pode aparecer enquanto os sentidos estão em ação.

Vocês conhecem, é claro, tudo isso, através do que vocês chamam de "meditação". O fim da experiência dos sentidos, sejam eles quais forem, não priva vocês do que quer que seja, muito pelo contrário. E vocês sabem, para aqueles de vocês que o vivem, este é o momento em que desaparecem todas as percepções ligadas aos sentidos, ligadas à consciência, ligadas à Vibração em si (onde quer que ela esteja), que se realiza essa aproximação (se posso dizer dessa forma) do Absoluto. A grande problemática da consciência é que ela é tributária, justamente, das percepções. Essa percepção não pode existir se o que é olhado é concebido como exterior, e, portanto, distinto. Enquanto a Visão do Coração se estabelece desde que não haja mais, justamente, distinção, divisão ou separação, em si como no exterior de si.

Ver com o Coração, vocês podem também, representá-lo (ou imaginá-lo) como um conhecimento que eu chamaria de direto, ou seja, que não é elaborado (pelas ideias, pelos pensamentos) mas que se instala de si mesmo (não emprestando de forma alguma nem à confusão, nem à discussão, nem à possibilidade de erro).

Ver com o Coração é aceitar não mais ver, não mais sentir, não mais ressentir, não mais ter sentido, até mesmo, de uma existência, em um corpo, em uma forma, ou no que quer que seja. Se vocês chegam a se aproximar, eu diria, da periferia desse coração do Coração, então, vocês desaparecem, realmente. O que desaparece é tudo: a totalidade do que é efêmero, ligada aos sentidos, ligada tanto ao ruído que passa, quanto a uma visão que passa, ou a não importa qual outro sentido.

E é nesse estado, nessa neutralidade, que vocês são reabsorvidos no que se pode chamar, indiferentemente: o Grande Espírito Original, o Absoluto, a a-consciência, de onde tudo vem, e para onde tudo retorna (porque nunca se foi). O que se desloca, de alguma forma, é o tempo, e não vocês. Mas neste mundo, nós estamos todos habituados ao tempo, do nascer ao pôr do sol, como o fato de ter a barriga vazia, ou mesmo, a falta de sono. O tempo nos vem lembrar (a exigência, mesmo, deste tempo, em relação aos ciclos, aos hábitos) às percepções em si.

Percepções que os confinam em uma lógica, e às quais vocês não podem subtrair-se, enquanto vocês olham para isso. A Visão do Coração dá-lhes a ver o que é invisível, para os olhos como para o Éter. A Visão do Coração faz desaparecer o conjunto dos sentidos, o conjunto das percepções, e estabelece-os nesta Transparência, onde mais nada, em vocês, pode parar o que quer que seja, nem mesmo definir o que quer que seja. E, no entanto, (apesar desta ausência de definição) nesta Visão do Coração, tudo está perfeitamente em seu lugar, tudo está perfeitamente localizado. Mas, para isso, vocês devem sair, vocês, do seu lugar e de sua localização. Isso só se pode realizar neste estado que precede o fim de todo estado.

Ver com o Coração aproxima-os da Paz Suprema, por momentos de grande Paz, mas também, de oscilações ou de movimentos, que podem, por vezes, desestabilizar (isto é, o momento em que vocês saem dessa Grande Paz, para encontrar-se nos limites habituais dos sentidos e da percepção de sua vida). Ver com o Coração, é não mais viver a sua vida, nem mesmo estar na vida, mas, muito mais, ser a Vida, em sua globalidade, não limitada por uma Dimensão, não limitada por uma forma ou por qualquer consciência.

Ver com o Coração é deixar-se atravessar, deixar-se impregnar, não mais por um órgão sensorial, nem mesmo mais, por um chacra (o que responderia por sim ou por não, a suas questões), mas é uma evidência, porque não há mais perguntas: vocês não têm nada a perguntar, e, no entanto, o que é essencial vos é conhecido e reconhecido: o que dá essa Paz, como nenhuma outra. Os sentidos, quaisquer que sejam, são fonte de vitalidade, são fonte de compreensão da vida, sobre este mundo, mas não A Vida com um enorme A e um enorme V.

Ver com o Coração é, aceitar ser Transparente a fim de não interferir, em si mesmo, com o que é visto, com o Coração, no Interior de si. Ver em si, é não mais depender dos sentidos, é não mais depender de um filtro qualquer.

Vocês sabem que o olho humano não consegue ver o que vê o olho da mosca, ou o olho do cavalo, porque cada olho é adaptado a cada configuração, a cada expressão da consciência. O olho não lhes dirá jamais a Verdade. Ele só dirá a verdade que lhe diz respeito. É o mesmo para a clarividência.

A expressão da Visão do Coração poderia ser chamada de: conhecimento direto. Esta não é, é claro, simplesmente, uma intuição, nem mesmo uma percepção extra-sensorial, mas é uma impressão e uma impregnação que ultrapassam largamente o quadro dos sentidos ou o quadro de funcionamento da própria consciência. É neste sentido que acolher, em si, a Luz e a Verdade (que vocês chamam o Grande Espírito ou CRISTO, não muda nada), permite iluminar. Mas esta iluminação não é suficiente.

Esta iluminação vai conduzi-los à Transparência que é a melhor maneira de deixar passar a Luz, sem interrompê-la, sem desviá-la, sem modificá-la. É aí o que se produz a Visão do Coração. Aquela que não julga nada do que é visto em si mesmo. Aquela que não condena nada, nem louva nada. É por conseguinte, uma visão neutra porque isso não implica qualquer ação, ou qualquer reação, da própria pessoa.

Ver com o Coração aproxima-os do centro do Centro, da Transparência, da Humildade, da Infância, e coloca-os no que eu chamaria: o estado de meditação perfeito. Este é o momento em que, como o expressou, por duas vezes, minha Irmã SNOW (nota: intervenções de SNOW de 1 e 17 de novembro de 2012), onde vocês sentem a ação dos Elementos. Vocês diferenciam, em primeiro lugar, os Elementos, por seu conteúdo e suas próprias percepções: o Fogo não é o Ar. A Água, não é o Ar, tampouco.

E vocês sabem que, em algum momento, esses Elementos se conjugam, se casam entre eles, e permitem ativar, totalmente, as estruturas. Estas estruturas foram definidas como o Quinto Elemento, ou Éter, ou ER da cabeça, como ER do peito. E é precisamente a esse nível que se vive a Fusão dos Elementos.

E essa Fusão dos Elementos cria a Transparência. Ou seja, quando um Elemento não está mais isolado, mas entra em ressonância (em vocês, como em toda parte, com os outros), que se cria a Realidade do Éter de Fogo. Este Éter de Fogo (que é o ponto ER) dá-lhes a ver o que está além da visão, dá-lhes a ver: o Coração. E, no Coração (e isso não é uma metáfora): Tudo está lá. Nada mais pode existir em outra parte que no Coração.

E este Coração, ele está dentro do seu peito, que seja a sua contraparte física, como sua parte mais elevada, em Vibração, como o que está além, mesmo, de qualquer Vibração. Oscilar em torno desse Centro, isto é o que lhes aproxima (mesmo se a amplitude do movimento pareça-lhes muito importante) do coração do Coração, e, portanto, da Visão do Coração.

A Fusão dos Elementos que se realiza sobre a Terra, o Despertar da Terra, o tam-tam da Terra e do Céu, o tam-tam do Espírito, em vocês (no nível do Ar e, portanto, da Corda Celeste que vocês nomeiam: o Canal Mariano), tudo isso participa da mesma dinâmica, visando simplesmente fazê-los desaparecer, torná-los Transparentes. É nessa Transparência que se desenrola, no coração do Coração, a totalidade do que os seus sentidos podem dar-lhes a ver, a crer, a sentir.

Ver com o Coração, é, portanto, o momento em que vocês aceitam, realmente, não mais ver, nem a sua vida, nem a vida de outro: há apenas a Luz. E ainda, nesta Luz, há este conhecimento direto, que não é uma intuição, que é bem mais do que isso. Porque a intuição pode estar submissa à interpretação e ao julgamento, à coloração pessoal. Enquanto a Visão do Coração dá-lhes acesso à Transparência de tudo o que era opaco antes, mas não como algo que seria exterior, mas que se desenrola, na totalidade, em vocês.

O elemento do Ar é, naturalmente, omnipresente, a esse nível. É nesse sentido, também, que o Arcanjo URIEL intervém agora, depois de METATRON, após a abertura da Porta Posterior (a que vocês chamam KI-RIS-TI, aí onde estão as Asas Etéricas), dando-lhes a viver essa Transparência, esse Abandono do Si, e esta Liberdade e esta Maturidade.

Espreitem bem os momentos, em que, em vocês, desaparecem as percepções dos sentidos, como as percepções Vibratórias, que podem traduzir-se pela sensação de desestabilização. Porque, de um só golpe, é claro, vocês se vão dizer: "o que fiz para diminuir a minha Vibração?". Qual é a circunstância que permite que vocês tomem, num primeiro momento, por uma redução da consciência, que não é, de fato, que o seu desaparecimento, puro e simples.

Eu os convido não a exercer uma vigilância de cada instante, mas a lembrar-se de que nos momentos em que lhes parece oscilar, como nos momentos em que lhes parece ver desaparecer uma percepção Vibracional, nesse momento, lembrem-se de que vocês nunca estiveram tão próximos da Visão do Coração, e, portanto, do centro do Centro. Não há, apenas (de modo figurado,) que dar um pequeno passo a mais, para encontrar a Imobilidade e a Transparência Total.

Aceitem remeterem-se ao Grande Espírito e, o Grande Espírito lhes fará ver (para além dos limites de toda visão), na Visão do Coração, pela impressão e a impregnação, todo o Universo, todos os Mundos, todas as consciências. Naquele momento, vocês saberão verdadeiramente (porque vocês o vivem, verdadeiramente) o que é a Liberdade. Ele está aí, e ela não está em nenhum outro lugar.

No coração do Coração, há a Paz, há a Tranquilidade, há o desaparecimento de tudo o que é resistência, de toda pessoa: é a Última Presença, aquela que pode parecer-lhes desaguar sobre uma ausência, mas que não é nem uma ausência, nem uma presença, que é a única Verdade.

As circunstâncias deste mundo, no momento atual, onde sopram o Grande Espírito e os Elementos é um período crucial para dar esse último passo. Porque aí se encontra, eu diria, a verdadeira metamorfose. É claro, o que eu digo, além das minhas palavras, é sobretudo tentar impregná-los (além mesmo das definições de minhas palavras) do que pode ser, se vocês não o vivem, a Última Presença, Porta particular para o Absoluto. E, como lhes disseram muitos Anciãos, muitas Estrelas: o Absoluto já está aí. São vocês, simplesmente, que estão afastados dele.

Quaisquer que sejam as razões, elas não têm importância. Porque hoje, essas razões não resistem mais, porque o Grande Espírito já bateu em sua porta, na parte de trás das costas, na parte superior da cabeça, nas Portas no peito, e agora, no coração do Coração.

Não há mais nada a fazer senão abrir. E essa abertura, não há melhor palavra que a Transparência: nada parar, nada reter, simplesmente, deixar-se atravessar. Deixar-se atravessar, é viver a não-separação, é viver a Fusão com o Grande Espírito, é descobrir o sentido de "Ser Amor" além de toda consideração humana, e até mesmo, fraternal. É descobrir, simultaneamente, o que é, ao mesmo tempo, a essência e a própria substância da Vida.

Ver com o Coração é Ser Livre de todos os condicionamentos, de todas as opacidades, e também, de todos os sofrimentos e de todas as memórias que puderam existir, neste mundo. É participar, plenamente, da Vida, e não somente, em sua vida.

Aqui estão, portanto, as poucas palavras que eu pude encontrar, que podem desencadear, em vocês, a superação do que pode ser visto, habitualmente, e percebido, habitualmente. Eu não posso senão desejar-lhes a mais perfeita das Transparências, aí onde é o coração do Coração e a Visão do Coração. Esta radiação, do Ser e do não-Ser, é natural. Não são necessários vocês para Ser, justamente. Se vocês chegam a apreender a essência de minhas palavras e ir, aliás, por trás dessas palavras, então o que eu tinha a dizer-lhes já atingiu bem o seu alvo.

Então, Irmãos e Irmãs em humanidade, encarnados sobre a Terra, eu os Amo. Mas, dizer-lhes isso é, também cantá-lo a mim mesma. Que todas as bênçãos do Grande Espírito estejam em vocês, e que os atravessem. NO EYES lhes diz: até uma próxima oportunidade. Até logo.


NDR
Chacra do coração: no eixo do esterno entre os mamilos.




Ponto ER  da cabeça: na fontanela do topo da cabeça, na interseção da linha que passa pela ponta das duas orelhas e da linha que passa pelo nariz e o occipital. 

Ponto ER do peito: no eixo do esterno, na sua parte superior, acima do chacra do Coração, na saliência esternal chamada ângulo de Louis.



Ponto KI-RIS-TI das costas: entre as omoplatas, a meia altura (abaixo da quinta vértebra dorsal).  Raiz do chacra do Coração.



Mensagem de NO EYES no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1707
24 de novembro de 2012 (Publicado em 25 de novembro de 2012)
Tradução para o português: Josiane Oliveira - http://fontedeunidade.blogspot.com/;

F.D.U - http://fontedeunidade.blogspot.com.br/
C.R.A - http://a-casa-real-de-avyon.blogspot.com/