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domingo, 19 de fevereiro de 2012

GEMMA GALGANI - 18-02-2012 - AUTRES DIMENSIONS

GEMMA GALGANI - 18-02-2012 - AUTRES DIMENSIONS



Áudio em francês.

Eu sou GEMMA GALGANI.

Irmãos e irmãs que me escutam, que me acompanham, eu venho a vocês como uma entidade com a vibração da Estrela UNIDADE, e também, como vocês sabem, um componente do Manto Azul da Graça, na polaridade dita feminina.

Eu falei com vocês, repetidamente, sobre a UNIDADE. Eu venho hoje para dar a vocês alguns elementos que se vocês seguirem, mesmo em sua personalidade, irão capacitá-los o mais precocemente possível a viverem o Manto Azul da Graça e se tornarem a própria Graça. Então, vou apresentar o que foi dito pelo Arcanjo Anael e Mestre Omraam (ndr: Omraam Mikaël Aivanhov) sobre o que é o Absoluto, o que é a Íntase, e o acesso a esta fase, em certo sentido, a fase final.

Eu não vou lhes descrever (porque, como já foi dito, é impossível) a série de elementos correspondentes a este estado. Mas vou lhes dar os elementos que, em meio a personalidade de sua vida comum, podem ainda criar um obstáculo ao Manto Azul da Graça. Estes elementos são muito lógicos e se vocês os abrigarem e se vocês realizarem a experiência em si mesmos, constatarão muito rapidamente que o Manto Azul da Graça não poderá ser mantido afastado de sua Própria Presença.

Vocês se tornam, vocês mesmos, a Graça.

Tudo isso segue as mesmas descrições que eu poderia lhes dar da Unidade, e que, em certa medida, foi dito pela minha irmã HILDEGARDE DE BINGEN, sobre a Tensão para a Luz (ndr. Canalização de 25 de outubro de 2010) unindo e interseccionando os elementos dados pelo Arcanjo ANAËL sobre o Abandono à Luz. (ndr.: canalizações de 11 maio de 2009, 13 de maio de 2009, 17 de maio de 2009, 5 de outubro de 2009 e 5 de agosto de 2010).

Porque há, na personalidade, um certo número de elementos que são de alguma forma independentes de sua consciência, e que os mantém afastados do seu Manto Azul da Graça. Assim, nós iremos analisar, enumerar e, assim espero, compreender estes elementos que representam obstáculos para vocês, alguns deles entraves muito simples ao estabelecimento da Graça em vocês.

O Manto Azul da Graça é encontrado somente no presente. Isto significa que, se por uma razão ou outra, vocês não estiverem no Aqui e Agora, Hic e Nunc (se o seu pensamento está focado no passado ou no futuro, ainda que seja por cinco minutos), a vibração os abandona. Assim, fomentar a eclosão do Manto Azul da Graça é estar centrado no presente, é estar lúcido e consciente de que tudo o que está longe deste momento, está fora da Graça. Esta é a primeira etapa.

A segunda etapa: envolve os pensamentos e os processos mentais. A sua presença no mundo da dualidade se dá por meio destes mecanismos, que todos vocês conhecem como o surgimento de pensamentos. Com frequência, esses pensamentos vêm e vão.

E muito frequentemente vocês se identificam com estes pensamentos, acreditando que vocês os emitiram, quando de fato, o pensamento não foi emitido: ele foi “pensado” através de vocês e construído de acordo com as circunstâncias observadas, consciente ou inconscientemente. Assim, convém entender que vocês não são os seus pensamentos, e que até mesmo um pensamento que lhes pareça muito lógico, trata-se de uma construção que se interpõe entre vocês e a Graça.

A Graça jamais será um pensamento
.
Então, é extremamente difícil, e é memos impossível, deter o fluxo de pensamentos. Mesmo aqueles que meditam de maneira aprofundada e que se banham em Luz, estão sujeitos a observarem o surgimento de pensamentos.

Vocês não podem forçar ou opor resistência aos pensamentos, tanto aos que vocês emitem quanto aos que os perpassam.

Portanto, vocês podem decidir sobre o que vocês escolhem pensar: pelo exercício conjunto da ATENÇÃO e da INTENÇÃO, orientando e reorientando os pensamentos, certificando-se de que a Luz é a sua única motivação, e que, quaisquer atividades que vocês queiram, possam ou ainda se vejam na obrigação de realizar, a Luz deve estar na dianteira.

Mesmo as atividades mais complexas das suas vidas devem ser acompanhadas do pensamento na Luz. É, de certa maneira, uma forma de vigilância.

Essa vigilância, focada sobre a Luz e no pensamento na Luz, é que lhes permitirá entrarem e verem os próprios pensamentos, os que justamente os afastaram da Luz e do pensamento na Luz. A observação a esta segunda etapa vai, por conseguinte, lhes permitir, em qualquer situação, dirigir a sua INTENÇÃO e a sua ATENÇÃO sobre a Luz.

A terceira etapa: envolve o que é chamado de mundo das emoções. Na vida, neste mundo de dualidade, toda ação tem uma reação e qualquer reação é resultado de uma ação, ainda que vocês não deem conta disso. Nesta etapa, lhes será exigido uma postura de distanciamento, porque, é por meio da Graça, que vocês deverão aceitar que vocês não são mestres das suas vidas, mas que a Vida é que é a mestra de vocês.

É neste ponto, que vocês se aproximarão da UNIDADE, tão indispensável para o estabelecimento da Graça.

A quarta etapa: é entenderem que tudo o que os distrai (e por distração me refiro a tudo que os diverte) é, de fato, um afastamento da Graça. Isso não significa de modo algum que vocês não devam fazer nada, não devam se conceder prazer. Mas estejam cientes do modo como estas distrações (a que vocês estão sujeitos, às quais vocês aderem voluntariamente) podem estar interferindo com a Graça.

Novamente, não se trata de remover o prazer pela vontade (desejo), mas estarem lúcidos quanto ao que verdadeiramente representam estes elementos de distração.

A quinta etapa: é tentar se concentrar no que você experimenta. No entanto a experiência não pode se manifestar através de palavras ou de conceitos, porque as palavras e conceitos os remetem sistematicamente a experiência do passado, mesmo a mais Luminosa. A experiência do passado não é o presente.

A experiência demanda silêncio, não por conta de uma decisão de permanecer em silêncio ou se opor a seus próprios pensamentos (e aqueles emitidos independentemente de você), mas muito mais, para enfatizar os momentos que eu chamaria de contemplativos (que seja a chama de um fogo, que seja um elemento da natureza). Porque a contemplação, irá afastá-los das palavras e os colocará mais próximos do momento presente, o aqui e agora, e na UNIDADE vocês se tornam mais proprensos à Graça.

Outra etapa: não se nutrir daquilo que pertence à ilusão. Isso não significa, é claro, parar de se nutrir, tampouco se extrair do mundo, mas tornar-se mais e mais Lúcido e consciente do efeito que esse mundo, esta dualidade, tem sobre a UNIDADE. A dualidade é estritamente o oposto e a antítese da UNIDADE. Ela é efêmera, somente a UNIDADE é eterna.

Então, quando vocês entram no jogo da dualidade (seja em lidar consigo mesmos, ao lidar com as coisas em sua ocupação), sua consciência é, naturalmente, limitada e isso é mesmo necessário, para que se possa atuar nestes aspectos da vida. Seja qual for sua atividade, além da consciência em direção à Luz (por meio da ATENÇÃO e da INTENÇÃO), entre em contemplação. Se você for, por exemplo, fazer jardinagem, mude o modo de ver: contemple as maravilhas da Criação. Se você é um terapeuta, considere que não é você que exerce a terapia. À medida que a vontade pessoal (ego) se coloca entre você e a Luz, há o afastamento da Graça.

Você precisa, mesmo em ação, experimentar substituir o fazer pelo ser.
Se vocês observarem estas etapas, com o passar do tempo e em conjunto com os seus períodos de alinhamento, de meditação e de Radiância, vocês perceberão que a Graça pode se manifestar no que quer que vocês façam.

Os frutos deste trabalho, que vão muito além dos alinhamentos, além dos momentos de interioridade e interiorização, são precisamente a manifestação do que minha irmã Ma Ananda Moyi disse: é a vivência em vocês de sua própria Presença, sobretudo da Íntase, esta forma de contentamento que não pode ser alterada até mesmo pela atividade mais sumária ou precisa do mundo.

Esta vivência irá manter, mesmo dentro da consciência limitada, a Presença da Graça, ou permiti-la se insinuar em suas vidas. Assim, estes passos, extremamente simples, combinados, irão de alguma forma, criar espaço para que a Graça aí se instale. Neste momento, vocês compreenderão, vocês vivenciarão que o que está vivo não são vocês.

Não se trata de uma rejeição à vida, mas a transcedência das suas próprias vidas.


E isso é possível, não importa o que vocês façam, porque em algum momento, independentemente da ação, vocês estarão no Ser. Porque em algum momento, mesmo nas ações mais simples ou mais preciosas da vida, vocês entrarão em UNIDADE. Claro, chegará um dado momento em que a chamada da Luz se tornará tamanha que vocês irão, no seu mais íntimo e mais profundo, entrar em Unidade e Íntase.

Vocês terão a oportunidade de serem capazes de conviver de alguma forma, com o que foi denominado (digo estas palavras, porque elas são significativas) Si Luz e Eu Sombra. Em um dado ponto, mesmo essas duas partes de vocês mesmos, não mais existirão. Neste momento, a Graça vai se instalar de forma permanente.

Nesse ponto, você estarão além da Alegria, nesta Íntase permanente. Vocês serão uma consciência em um corpo, mas não serão este corpo. Vocês serão uma consciência no pensamento, mas não serão o pensamento. Eu estou tentando colocar em palavras o que corresponde exatamente à instalação final na UNIDADE, a instalação final da sua Consciência, que nossas Irmãs do Oriente chamam de Turiya.

Assim, os mecanismos de Comunhão, Fusão e Dissolução, não serão experiências em si, mas parte de suas vivências permanentes, não importa o que diga ou faça a personalidade, mesmo nestes momentos, que possam parecer, a partir do exterior, como antagônicos, porque vocês não viverão no plano mais denso e sim no plano mais central, isto é, no coração.

A experiência do Amor, a experiência da Graça, a experiência do Fogo vão se tornar completamente independentes de seus momentos de alinhamento, de seus momentos de meditação, de suas noites.

O Manto da Graça irá se estabelecer em vocês, de alguma forma, além de todas as aparências, dentro da UNIDADE, dentro dessa Dualidade.
Seguindo estas etapas, muito simples, vocês irão constatar muito, muito rapidamente, que vocês vão estabelecer mais facilmente e de forma mais permanente esse estado de Graça.

Há, obviamente, um período de aclimatação e o período de aclimatação será tanto mais longo ou mais curto, dependendo do seu estado anterior. Em certos momentos, vocês terão a impressão de que o seu sono foi interrompido, sentirão fadiga, tristeza, dor, raiva. Em outros momentos, vocês estarão extremamente vigilantes, e a Consciência não conseguirá encontrar repouso.

Todas estes sinais serão indícios da instalação da Graça. De alguma forma, ter uma Consciência clara do que não é a UNIDADE, os aproximarão da Graça e os distanciarão de tudo o que é efêmero, sem procurarem rejeitar (porque isso é importante), mas de fato, procurando transcender.

Tornar-se-á cada vez mais fácil tomar medidas, dentro da dualidade, mantendo o estado de Graça.

Então, sejam quais forem as suas atividades, haverá algo no qual vocês se tornarão, independentemente da atividade em particular, do seu humor, pensamentos, emoções.

Você irão viver, mesmo cozinhando, o Prazer do Amor Supremo. Naquele momento, não haverá mais nada a fazer: somente acolher a experiência que se tornará mais e mais duradoura.

Além disso, vocês vão crescer na Graça, crescer no estado da UNIDADE. A UNIDADE já não será então um conceito ou mesmo uma percepção, mas um estado, além da Vibração de sua própria Consciência. E este estado é Felicidade, contentamento absoluto. É claro, eu não estou dizendo que toda a sua vida se passará em contentamento, porque, naturalmente, em torno de você, as circunstâncias da Dualidade (que não são as suas) tornar-se-ão elementos de confronto e oponentes.

Cabe a vocês, nestes momentos, não darem peso ou importância ao que tenta tirá-los de seu contentamento e felicidade.

Lembrem-se também que, se as coisas se tornarem muito dolorosas, dependendo do ambiente em que vivem, proponham-se a si mesmos retirarem-se por um momento, alguns dias, para ficarem sozinhos, em Comunhão consigo mesmos, deixando a Graça se instalar mais intensamente.

Porque aquilo que se instala como Graça não desaparece.

Ao contrário de algumas de suas experiências da Luz, suas experiências de alinhamento, ou mesmo de Radiância, relacionada com os Arcanjos, que lhe permitem viver momentos de Unidade, momentos de Alegria, mas também outros momentos de sua vida que podem ser muito dolorosos, porque ligados à dualidade (no emocional, nos seus pensamentos, seus relacionamentos, seu corpo).

A particularidade da Graça é que, quando ela se transforma em Felicidade, ela permanece com você para sempre. A experiência é, de alguma forma, se assim posso dizer, cumulativa: ela não pode desaparecer. Assim, vocês devem ajustar as características de suas vidas, para que a própria Vida possa lhes dar a oportunidade de vivenciar a Graça. Então, agora, para aqueles de vocês, meus Irmãos e minhas Irmãs, que não viveram a Graça, não se desesperem.
Mas não esperem nada, não perguntem.
Deixe acontecer.

Tentem ao menos vivenciar as etapas que eu lhes dei, assim a Graça terá mais chance de ocorrer, se mover e se desenvolver.
Não são vocês quem dirigem ou decidem.

Então, vejam por si mesmos (por sua experiência e duração), que este estado de Samadhi ou Alegria Interior, não lhes pede nada mais do que serem vocês mesmos, serem a sua Consciência. É sua responsabilidade também, em todas as etapas que mencionei, não dar mais peso à sua própria dualidade em vocês e fora de vocês. Assim, a instalação do Manto Azul da Graça vai se tornar mais acessível e também mais evidente.

A Alegria será a sua morada cada vez mais comum, seja em seu sono ou em suas ações ordinárias e extraordinárias em suas vidas. Essas são as frases que eu tinha para lhes dar. Se houver ainda espaço, gostaria de me colocar à disposição para suas perguntas, MA (ndr: Ma Ananda Moyi), Maria e eu, na efusão do Manto Azul de Graça.

Pergunta: como equilibrar este potencial energético para a luz sem exigir, sem desejar?
Meu irmão, este potencial para o Abandono é precisamente o que aparece quando não existe mais exigência dentro da personalidade.

O potencial para o Abandono é um ato final, tal como havia explicado a minha irmã Hildegarde (ndr: Hildegarde de Bingem), porque quando você se habitua, por assim dizer, a pensar na Luz, independentemente de todos os seus outros pensamentos, é possível atribuir-lhes uma ordem ou grau de importância perante esta Luz, e isso cria o potencial de Abandono que doravante deixa de ser uma exigência.

E quem faz esta exigência se não a personalidade?

No entanto, a personalidade não pode pedir, pois qualquer demanda da personalidade os afasta do estado de Graça. Não obstante, se vocês seguirem os passos descritos, se vocês praticarem cada uma destas etapas, se viverem a vida com a Luz, chegará um momento em que a Luz se estabelecerá em vocês.

Observe que você não exigiu a Luz, você pensou Nela e essas são posturas bem distintas. Exigir, ainda que seja Luz, é no final das contas uma ação. O pensamento na Luz, por outro lado, não é nem uma exigência condicional e nem mesmo uma ação.

Pergunta: esse pensamento da Luz, como você mencionou, tem a ver com a mental?
Sim, pois o mental é o seu mestre. Você não pode suprimir este pensamento com o mental, porém poderá orientar os seus mecanismos.

O mental é um obstáculo para o presente, porque ele sempre está fazendo referência a um passado e se projetando na direção de um futuro. Se o seu pensamento na Luz é, de alguma forma, o objetivo em si e não um desejo, lentamente ou mesmo subitamente, a sua mente se tornará calma como um lago e você poderá ver o próprio fluxo de pensamentos.

É o mesmo com a afirmação “Eu Sou Um” que, além de ser uma passo na desconstrução do eu, é também um caminho que conduz ao Absoluto. O Manto Azul da Graça, como mesmo disse a irmã MA, é um agente do Absoluto.

Pergunta: como conciliar interioridade e atividade ao ar livre?
Bem amado, onde você situa o seu futuro?
É na perpetuação dessa dimensão?
É nisso que você acredita?
Será que você está ligado ao que vai acontecer?

São, por vezes, reposicionamentos (emocionais, profissionais, interpessoais, geográficos) que são essenciais. Mas é também um tempo e um momento em que você irá apreender-se de seu interior e perceberá que não há realmente diferença entre o interno e o externo, pois se tratam da mesma Verdade.

Isso quer dizer que o que você criou é apenas o reflexo do seu próprio interior.
Melhorar o que está externo a você implica prioritariamente melhorar algo interno a você, até você compreender finalmente que não há interior e nem exterior, e que esta é uma percepção equivocada de dualidade.

Qualquer melhoria, em qualquer sentido, fora, passa pelo que precisa ser conhecido e desenvolvido dentro. Assim, quando se faz a pergunta "A vontade de bem não é ter em vista o estabelecimento da UNIDADE?"
Não, por mais louvável que seja a intenção.

Não se pode alcançar a UNIDADE na dualidade, é simples assim.

O bem nunca irá conseguir substituir a UNIDADE. A partir deste ponto, cabe a você aceitar ou refutar. Ninguém, além de você mesmo, poderá dizer-lhe como agir ou o que fazer. O mesmo vale para cada ação, cada relação e cada afeição.

Uma vez que esta forma de antagonismo, oposição ou contradição (chame como quiser) esteja resolvida, o que acontecerá? E bem, como eu disse: você nem perceberá a distinção entre interior e exterior. Neste momento, você pensará: “Ame e faça aquilo que te agrada”. Mas as coisas serão profundamente diferentes porque sua Consciência não será mais a mesma.

Visto do exterior, será a mesma ação, mas visto de dentro de você, de sua intimidade, será profundamente diferente. E isto o fará reorientar as suas prioridades.

Nós não temos mais perguntas, agradecemos.


Irmãos e Irmãs, Eu proponho portanto, sentarem-se calmamente onde vocês estão. Nós vamos viver juntos em sua Presença, minha Presença, e o retorno de MA ANANDA e a chegada de Maria, um espaço de Comunhão abrindo-se para a Graça.

Vamos vivê-la agora.

...Efusão Vibratória / Comunhão
...

Queridos Irmãos e Irmãs, eu rendo Graças pelo seu acolhimento e sua Presença. As Estrelas do Manto Azul da Graça lhes saúdam e lhes amam.
Vejo vocês em breve, aqui ou em outro lugar.


Mensagem da Amada Gemma Galgani no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1352
18 de fevereiro de 2012
(Publicado em 19 de fevereiro de 2012)
Tradução para o português: Martius de Oliveira

M.M - http://minhamestria.blogspot.com/
C.R.A - http://a-casa-real-de-avyon.blogspot.com/

MA ANANDA MOYI - 18-02-2012 - AUTRES DIMENSIONS

MA ANANDA MOYI - 18-02-2012 - AUTRES DIMENSIONS



Áudio em francês.

Eu sou MA ANANDA MOYI.

Muito queridos Irmãs e Irmãos na encarnação, aqui e em outros lugares sobre esta Terra, eu venho a vocês, como MARIA havia anunciado, após três semanas de Efusão do Manto Azul da Graça (ndr: seção “Protocolos a praticar”).

Eu lhes transmito todo o meu Amor.
Eu rendo Graças pela sua Presença.
Eu rendo Graças pela nossa Comunhão.
Eu venho exprimir uma série de elementos referentes ao Manto Azul da Graça quanto à sua constituição, quanto aos seus efeitos, quanto à sua vivência.

Não vejam o Manto Azul da Graça unicamente como um véu de Luz, mesmo se as representações das diferentes iconografias revestiram desse Manto Azul, tanto MARIA, como alguns Arcanjos, ou ainda BUDA, ou ainda, nos Upanishads, KRISHNA.

Este atributo não é um simples Manto.
Este atributo não é, tampouco, um simples véu de Luz, mas, sim, de algum modo, uma insígnia, uma insígnia que, tal como um diadema, vem encerrar um Tempo e vem abrir um outro Tempo. O Manto Azul da Graça, individualizado e personalizado, que os reveste, é o movimento que, ao nível da Terra, foi chamado de Fusão dos Éteres pelo Bem Amado, ou SRI AUROBINDO, desde quase um ano.

E para aqueles de vocês que estão mais próximos da sua Unidade, do seu Despertar total, vocês tenham, talvez, constatado os efeitos desta insígnia sobre o fim da limitação, sobre o fim da ilusão e sobre o acesso da sua Consciência a estados profundamente diferentes.

O Manto Azul da Graça, assim nomeado, é o espaço da última Vibração e o tempo da última Vibração da Consciência que vem encerrar o tempo do efêmero, o tempo da ilusão. Esse Manto Azul tem a particularidade e a virtude de fazê-los passar (em consciência, doravante) do tempo da ação/reação da Dualidade à Ação da Graça da Unidade.

Esse Manto tem efeitos desde as mais densas camadas da sua Presença sobre este mundo, até as camadas desconhecidas erguendo-se do Si, do Ilimitado, do Samadhi e do acesso à Verdade.

Os efeitos são, portanto, múltiplos, mas, como sempre, atributo da Luz Una, Branca, Vibral, esse Manto da Graça é muito simples a partir do momento em que vocês vivem os efeitos. Então, é claro, através das minhas palavras, eu vou dar-lhes uma tradução, mas esta tradução nada é comparada à vivência da Graça. Esses efeitos, aguardados e já presentes, para alguns de vocês, são chamados (a cada semana, a cada dia) a revelar-se, cada vez mais, em vocês.

O Manto Azul da Graça vem, de algum modo, completar o desdobramento da Luz, o desdobramento da Unidade, o fim das ilusões sobre a Ilusão e o início da verdade na Verdade. Naturalmente, a Consciência e todos os estágios do ser que vocês são (desde os mais densos e os mais ilusórios, até os mais elevados), participam da mesma ronda, da mesma Vibrância, da mesma Graça.

Os tempos da Graça que se abrem são os Tempos finais.
Isso não é um fim, exceto para a personalidade e suas ilusões. Isso é, sim, o seu Despertar nas Moradas da Graça, na Consciência Turiya, em sua Eternidade.
Isso é viver a Liberdade e a Autonomia do Absoluto que vocês são, desta totalidade.

Esse Manto Azul da Graça, em seus efeitos Vibratórios e energéticos (mesmo sobre os corpos os mais densos), abre-os (eu diria, de maneira definitiva) a espaços bem além mesmo da Vibração, bem além da Luz Branca e de sua percepção: abre-os, de fato, à sua intimidade a mais clara, dando-lhes a viver a experiência, o conjunto de experiências que lhes foram apresentadas nesses últimos tempos e explicadas por palavras.

O Manto Azul da Graça é, antes de tudo, um elemento de cura.
O que cura? O que cura é o que os fazia crer em vocês mesmos, em meio a este mundo. O Manto Azul da Graça vem curar as projeções da própria Consciência e, sobretudo, vem pôr fim, de maneira subsequente, ao isolamento. Ela vai fazê-los descobrir, de maneira explosiva, ou de maneira serena, o Ilimitado, o Quem vocês São.

Nesses espaços do Ilimitado, a palavra mestre é Amor, Êxtase, Felicidade, Plenitude, a um grau (se podemos assim dizer) que muito poucos seres humanos encarnados, mesmo entre os mais realizados, tiveram acesso.

Porque no acesso a este Absoluto (que lhes é prometido pelo Manto Azul da Graça), há, também, a clara percepção do conjunto das Dimensões do Criado e do Incriado, a clara percepção da não separação e da não separatividade da Luz.
Exatamente o oposto, o inverso, até mesmo, do que existe quando os véus do esquecimento e da ignorância os recobrem e nos recobrem, na encarnação.

As leis que se aplicam, quando vocês estão, ou quando vocês estiverem revestidos com o Manto Azul da Graça, não serão mais completamente as mesmas.

O Manto Azul da Graça confere, efetivamente, a possibilidade, para a Consciência, de ser realmente Livre, de não mais depender de uma condição, qualquer que seja, mesmo cármica, mesmo imposta por suas Crenças ou pela sociedade. Esse Manto Azul da Graça é vestido por três Estrelas específicas: por MARIA, por GEMMA (ndr: GEMMA GALGANI) e por mim.

Enquanto Estrela ligada ao Fogo, o Manto Azul da Graça é, efetivamente, um Fogo, um Fogo devorador que vem queimar o conjunto das suas Crenças, das suas ilusões e, também, das suas esperanças e das suas desesperanças, a fim de fazê-los penetrar este espaço de Graça da Consciência Turiya que eu ilustrei, durante a minha vida, em diversas ocasiões.

A Luz, por esse Manto Azul da Graça, convida-os a dançar na Luz, a dançar no Sol, a dançar com seus Irmãos e suas Irmãs que estariam, já, revestidos, eles também, com o Manto Azul da Graça, contribuindo, mais uma vez, para pôr fim (de maneira cada vez mais evidente, mesmo em meio à consciência ainda limitida) ao véu da separação.

Tudo o que é ilusório, como eu dizia, é queimado, consumido pelo Amor, porque o Amor é um Fogo devorador que permite estabelecê-los em sua própria Felicidade, em seu próprio Êxtase, em seu próprio deleite, contínuo e permanente, como se vocês estivessem em Fusão com vocês mesmos, com a FONTE, como se não houvesse mais espaço para qualquer vazio, para qualquer apreensão, para qualquer dúvida.

Um espaço na Graça onde tudo é certeza, tudo é evidência e onde tudo é (real, concreta e praticamente) Simples.

O Manto Azul da Graça, se vocês o revestem, permite passar desta etapa desse mundo, muito particular, colocando-os, de alguma forma, em uma Consciência outra que aquela da pessoa que vocês creem ser, quando os diferentes esquemas de funcionamento foram construídos (por medo, por ignorância, por falta de lucidez).

O Manto Azul da Graça os restitui à Graça, à sua natureza que é Amor e Luz.
Esse Manto Azul da Graça, também, contribui para fortalecer a Simplicidade.
Isso é, de algum modo, o último atributo que permite passar a Porta Estreita, sem desordem, sem aflição, mas com a maior das certezas, com uma Fé Absoluta.

O Manto Azul da Graça vem queimar tudo o que é ilusório, então.
Ele vem dissolver os elementos que permaneceriam ainda inscritos em algum carma pertencente à personalidade ou à humanidade.

Esse Manto Azul da Graça põe fim ao isolamento.
Ele lhes permite, realmente, à sua maneira, Comungar e se comunicar com as outras Dimensões, de Irmãos a Irmãos, de Irmãos a Irmãs, de Irmãs a Irmãos, com toda Liberdade, viver o Êxtase da Comunhão além das máscaras da personalidade, além dos conflitos.

A Graça torna-os Livres, ela os restitui a vocês mesmos e lhes permite libertar-se de todas as limitações deste mundo, na Verdade e na totalidade.

Ser revestido com o Manto da Graça é tornar-se CRISTO, é tornar-se o Absoluto, é sair das dificuldades e dos problemas de qualquer personalidade. É, também, o meio de realizar sua escolha Vibratória, de realizar sua Revelação, de realizar o que vocês são, na Eternidade e não mais no efêmero.

Então, é claro, o Manto Azul da Graça, quando ele se instala, além da Paz, do Amor da Alegria, confere esta Felicidade total que nada pode vir alterar. Isso não é uma desconexão deste mundo (já que vocês desempenharam seu papel de Ancoradores e de Semeadores de Luz), mas, sim, uma Transfiguração deste mundo e do seu mundo.

Esta Transfiguração é a última insígnia que os conduz à sua Ressurreição, a fim de que esta Ressurreição se faça sem que o que é limitado, em vocês, possa interferir de alguma maneira. O Manto Azul da Graça estabelece, de maneira definitiva, o Abandono à Luz, dando-lhes acesso a esse Fogo devorador do Amor que não é somente Samadhi, que não é somente Êxtase, mas se torna Íntase, ou seja, deleite absoluto e supremo do Ser que se estabelece na Verdade.

Neste deleite Interior absoluto, não há mais qualquer espaço para a menor dúvida: tudo se torna certeza, tudo se torna Absoluto.

Dessa maneira, é claro, o filtro do mental (ainda presente, devido à sua encarnação, qualquer que seja seu acesso a esta Graça) vai tentar encontrar imagens ou correlações, mas vocês irão se aperceber, muito rápido, de que ele não pode existir, e de que as imagens denotadas ou as correlações, mesmo supostas, são banais em relação à experiência da sua vivência da Graça.

E, aliás, a Graça não lhes pede outra coisa senão se instalarem n’Ela, a fim de se tornarem, vocês mesmos, na encarnação, esta Graça.

Dando-lhes a encarnar, além da Luz, a Consciência total de CRISTO, da Luz Branca, da Luz Azul, a realizar, em meio aos Quatro Pilares do Coração, sua Presença, ajudados, em Comunhão, pelo Arcanjo URIEL e por nós, as Estrelas, que Vibramos em meio a esse Manto da Graça.

O Fogo que vocês sentem, ou que vocês irão sentir, que isso seja em suas noites, pela manhã, ao despertar, ou em diferente locais do seu corpo, em outros momentos, é a instalação do Manto Azul da Graça.

É esse Fogo que põe fim à sua própria ilusão, aos seus próprios envelopes denominados corpos ordinários ou ilusórios, desde o mais denso (esse corpo de sustentação ou corpo físico) até o mais elevado (que foi denominado corpo causal). Vocês queimam, portanto, o que deve sê-lo, e esse é um Fogo de Alegria porque é um Fogo de Reencontro com sua Essência e com sua natureza, onde tudo é Alegria, tudo é Amor.

É-lhes dado, então, como isso foi dito pelo Comandante dos Anciãos (ndr: intervenção deste dia de O.M. AÏVANHOV) (em tradução), para ser, ao mesmo tempo, a Borboleta enquanto observando, ainda, a Lagarta que vocês eram.
Isso, para vocês, a fim de facilitar, de algum modo, pela Presença desta Graça, a transição final para sua Eternidade, dissociando-se, de qualquer forma, de tudo o que não é vocês nesta Eternidade.

O Manto Azul da Graça, enfim, dá-lhes a possibilidade de ser o Amor com qualquer outra coisa, com qualquer outro ser, desde o momento em que ele mesmo (este outro ser) esteja ele, também, revestido com o Manto da Graça.

O Manto Azul da Graça torna-os humildes e pacientes.
Ele os faz sair, real e concretamente, da Ilusão do tempo: mesmo se vocês estão submetidos, por esse corpo, ao tempo, sua Consciência o estará cada vez menos, dando-lhes a viver espaços de Consciência contínua onde não há mais espaço para o sono, mais tempo para outra coisa que a Verdade. Deste modo, é claro, isso pode levar a reajustamentos dos seus ritmos de sono, de suas percepções Vibratórias do Fogo.

Esse Fogo que os preenche (e que se traduz, desta vez, por dores em seu corpo) é apenas a fase de ajustamento desta Verdade absoluta. Vocês compreenderão facilmente também, pela sua vivência, que o Manto Azul da Graça vem, de maneira totalmente decidida e final, pôr fim, à sua maneira, a tudo o que incomoda e obstrui o seu acesso (final e definitivo) a este Absoluto que vocês são.

Nada há a fazer.
Há apenas que viver a experiência.
Nada há a quantificar ou a equilibrar.
Nada há a rejeitar.

Há apenas que acolher, ainda e sempre mais, a potência desse Fogo, a potência do Amor, da potência da Felicidade. Esta potência que não deve amedrontá-los e que não os assusta. Vocês têm apenas que deixar Ser, deixar fazer e a Graça será sua Morada Eterna (mesmo aqui, sobre este mundo).

Vocês irão viver o que foi chamado de Deslocalização da sua Consciência.
Sua Consciência pura, independentemente de qualquer corpo, poderá ir a todos os espaços ilimitados do Criado e do Incriado, desde a FONTE até a partícula a mais elementar desta Criação.

Tudo isso irá contribuir, é claro, gradualmente e à medida das suas experiências, para fortalecer esta Graça. O Manto Azul da Graça irá aplainar, como por milagre, todos os elementos que possam ser colocados através do seu caminho e ao longo do seu caminho.

Nada há a desejar, porque a Graça é Luz e Amor, ela própria em ação.

Muitos de vocês irão se reconhecer e entrar em contato de novo (bem além de um contato carnal, físico, sensorial ou outro), mas diretamente de Espírito a Espírito, no mesmo Espírito e na mesma Comunhão, levando-os a viver esta Dissolução, pondo fim ao medo, pondo fim a toda apreensão, dando-lhes a certeza absoluta de quem vocês são.

O Manto Azul da Graça, enfim, dá-lhes acesso à totalidade do que nós chamamos, nós, no oriente, os Siddhis, ou seja, os poderes da alma, não para fazer uso, mas, sim, para deixar a Graça trabalhar através de vocês, fazendo com que o que vocês olham, Interior ou exteriormente, o que vocês tocam ou irão tocar (nos corpos, na alma ou no Espírito) seja imediatamente transformado, porque a Graça é transformadora.

Ela remove o último véu da separação, pondo fim, por ela mesma, sobre a Terra, às separações Dimensionais, pondo fim ao conjunto dos envelopes isolantes do seu corpo como aqueles da Terra e deste sistema solar.


Então, vocês irão experimentar a Liberdade a mais total, o Ilimitado o mais total, a Felicidade a mais total. Obviamente, haverá poucas palavras em seu vocabulário para expressar isso e, aliás, a partir do momento em que vocês expressarem-na, vocês notarão que irão se afastar deste estado de Felicidade. Ao passo que, se vocês não colocarem palavra, vocês serão, como eu fui durante a minha vida, saturados de Alegria, saturados de Luz, saturados de Felicidade.

Aí está a única Verdade e isso lhes é dado pela Graça do Amor.
Nada há a fazer, ainda uma vez, aí tampouco. Quanto mais vocês estiverem no Ser e na ausência de desejo, mais vocês irão realizar isso.

Quando vocês chegarem a se distanciar do que vocês não são, de todo pensamento, de todo desejo, de toda emoção, de todo apego, então a Graça estará aí.


Não há outro mecanismo senão aquele de não mais ser o que vocês acreditaram até o presente. Esta revelação é uma doação: porque vocês se deram, vocês mesmos, à Luz, então a Luz se doa ao que vocês São.

Seus espaços de Clareza, seus espaços de Samadhi, tornar-se-ão cada vez mais abrasantes, de um Fogo que consome, um Fogo do Amor. Então, naquele momento, recobertos com o Manto Azul da Graça, vocês não terão mais qualquer apreensão, qualquer medo do Fogo.

Vocês irão se tornar o Fogo.
Vocês irão se tornar este Absoluto, esta Felicidade, de algum modo, como um deleite, mas um deleite que não cessa mais, quaisquer que sejam as circunstâncias exteriores da vida.

Isso não é uma rejeição da vida, mas, sim, pelo contrário, a Transfiguração da própria vida. O Manto Azul da Graça é o que vem desconstruir, em vocês, os últimos envelopes, quaisquer que sejam, ao nível carnal ou ao nível do que mantém uma integridade ilusória do seu corpo, da sua pessoa, dos seus relacionamentos, até mesmo, se eles forem afetivos, familiares ou outros.

Vocês não farão mais a diferença entre o ser amado e o inimigo porque vocês irão compreender que, tanto um como o outro, são apenas ilusões, colocadas no caminho, que são transcendidas pelo Manto Azul da Graça.

Vocês irão, se este já não for o caso, se maravilhar com seus Encontros, com seus contatos, com suas Fusões, Dissoluções, suas Comunhões, suas Deslocalizações, mesmo se o seu cérebro, mais uma vez, em torno de vocês, tente camuflar isso pelas experiências conhecidas. Mas, no fundo de vocês, vocês irão perceber, muito claramente, que não é.

Então, é claro, em um primeiro momento, e como sempre, quando algo de novo e de novidade aparece, pode ali haver momentos de confusão, ou até mesmo de esquecimento total, de obliteração total da Consciência.

Mas isso não é grave porque quanto menos vocês colocarem questão e quanto mais vocês deixarem a experiência se desenrolar, mais vocês irão vivê-la, de maneira cada vez mais lúcida, ainda uma vez, cada vez mais clara.

Naquele momento, a alquimia do Abandono à Luz irá torná-los como uma evidência perfeita porque vocês irão vivê-la, vocês não terão mais que se perguntar como se Abandonar à Luz, ou o que fazer, ou o que ser, porque vocês terão se tornado, vocês mesmos, este Abandono, esta Transparência total.

Para isso, é preciso deixar-se descontruir, deixar-se desconstruir totalmente, em todas as ilusões, mesmo aquelas da personalidade, em todas as suas funções (sociais, afetivas, familiares). Novamente, nós não queremos dizer que é preciso rejeitar tudo isso, mas seu olhar será totalmente novo, porque iluminado do Interior, não submisso a qualquer ilusão, a qualquer apego.

Vocês tornar-se-ão Livres e Autônomos.
Vocês tornar-se-ão Responsáveis e vocês irão se tornar, vocês mesmos, a Graça.
E esta Graça está ativa ao redor de vocês, ela vai agir em várias circunstâncias.
Dessa maneira, é claro, todos nós tivemos, durante a nossa vida (como vocês têm, todos, nesta encarnação) elementos de resistência, no exterior de vocês. Aí também, por outro lado, vocês irão compreender e viver que vocês nada têm a julgar sobre essas resistências, mas que a Graça irá agir, também, nessas resistências exteriores.

Vocês não têm que se preocupar com seus Irmãos e com suas Irmãs que recusam esta Graça que representa, para eles, talvez no momento em que eles vivem, um drama, porque isso sinaliza, efetivamente, o fim da personalidade, o fim das ilusões.

E certamente, pelo medo, muitos Irmãos e Irmãs desejariam manter o estado atual das coisas em suas ilusões.

Mas deixem trabalhar a Graça.
Nada peçam e nada façam, contentem-se em estar aí.
Se as circunstâncias, naquele momento, se tornarem por vezes tensas em meio à sua Consciência, então se recolham e se acalmem, acolham ainda mais a Graça, porque isso, também, é um convite para deixar-se revestir, na totalidade, pelo Manto da Graça.

Vocês irão constatar muito facilmente, cada vez mais prontamente (mesmo se alguns de vocês, ainda, nada vivenciaram nas três primeiras quintas-feiras) (ndr: ver a seção “Protocolos a praticar” / Acolher o Manto Azul da Graça), em seu próprio ritmo, que tudo isso muda, que há, em vocês, uma força que está em operação, que é independente de qualquer vontade, de qualquer desejo, e esta força, ela tem por nome Amor, ela é a Graça e ela irá se tornar (gradualmente e à medida, ou abruptamente) evidência.

O Samadhi não será mais uma palavras em vão ou uma explicação, mas uma vivência. Esta Comunhão, esta Fusão, vocês podem vivê-la com a FONTE, com um Anjo, com um Arcanjo, com vocês mesmos, e com qualquer Ser que vocês encontrarem ou reencontrarem nos outros Planos, porque isso é a própria natureza da Graça de se comunicar, de Comungar e de partilhar.

Não haverá mais freio, mais barreira, mais limite, ligados ao corpo, porque vocês não estarão mais submetidos à Ilusão. Isso vai se revelar, a cada dia, a cada semana, em vocês, a partir do momento em que vocês permanecerem nesta Humildade, nesta Simplicidade, nesta Transparência.

Então, sua Ressurreição irá se tornar, não mais uma aspiração, mas uma Verdade.
Vocês serão estabelecidos na Eternidade, mesmo se esse corpo permanecer ainda presente na superfície deste mundo. Vocês irão compreender, porque vocês irão vivê-lo, que vocês não são nem este corpo, nem esta pessoa.

Isso não será uma projeção a mais, mas, sim, a realidade que a Graça lhes dá, e vocês irão se aperceber, então, de que vocês não estão sozinhos e de que vocês estão e serão cada vez mais numerosos para poder viver isso e se dar a Graça.

Em um dado momento, um dos Anciãos lhes falou para vocês darem a Paz uns aos outros. Hoje, e nesse tempo que se desenrola, final, vocês irão Comungar com a Graça. É uma outra oitava de ressonância de Comunhão, de Fusão e de Dissolução, e isso irá contribuir para elevá-los, sempre mais, em meio a espaços de Deslocalização, levando-os a reconectar e a reviver o que vocês tinham esquecido, o que vocês tinham separado, mesmo que isso não seja sua falha.

Este espaço de Graça é um espaço de resolução, um espaço de reparação, de Ressurreição. Aproveitem-no.
Vivam-no.


Nos primeiros momentos, principalmente não procurem compreender, não procurem colocar o filtro do seu mental.

E, aliás, vocês irão constatar, por outro lado, que vocês não poderão aplicar o que vocês sabem, já, sobre o que é vivenciado. Então, o mental irá se render completamente. Vocês apenas poderão Ser esta experiência e esta vivência, e nada mais.

O Manto Azul da Graça traduz-se, em seu envelope o mais ordinário (nesse corpo físico e no corpo etéreo), por um Fogo devorador. Esse Fogo devorador pode tomá-los ao nível do Coração, ao nível de uma das Portas, como ao nível das costas ou da cabeça.

Não importa a zona onde a Graça se revele, não importa o local desse corpo que vocês habitam por onde a Graça vai penetrar, porque, em última análise, ela irá recobri-los, totalmente, como um Manto de Glória.
Então, vocês estarão instalados em sua Eternidade.

Vocês poderão viver isso em particular, ou com a multidão (tanto humanos ou não humanos) que já está revestida desta Graça. Vocês terão, então, a Liberdade de circular, por completo, nesta própria Dimensão.

Vocês não irão mais habitar somente um corpo, mas vocês habitarão o conjunto deste sistema solar.


Vocês habitarão o conjunto dos seus Irmãos e de suas Irmãs.
A compaixão não será mais, simplesmente, a idealização de um desejo da alma, mas uma vivência direta do Espírito. Isso irá torná-los ainda mais Humildes e mais no Êxtase, na Íntase, na Felicidade, a cada Encontro, com vocês mesmos, com o outro.

Além deste mundo, vocês irão se tornar a Felicidade Absoluta.
É desta maneira que trabalha o Manto Azul da Graça.

Esse Manto de Luz remove, de algum modo, os últimos véus e os restitui ao Absoluto.

Vocês não poderão mais colocar barreira entre vocês e todo o resto, porque vocês terão se tornado todo o resto. A compaixão não será algo a buscar porque vocês estarão estabelecidos nisso.

O Fogo irá invadi-los e, literalmente, abrasá-los neste Amor.
Vocês são, portanto, chamados a viver esta Felicidade. Vocês são, então, chamados a estabelecer-se, de maneira cada vez mais firme e formal, em sua natureza ígnea, em sua Essência. Naqueles espaços, vocês irão compreender muito rápido que não há mais nada a pedir, mais nada a empreender, que há apenas para vivê-los, porque vivê-lo basta a ele mesmo e a ela mesma.

Agora, viver o Manto Azul da Graça é, também, viver a Unidade, viver o estado Absoluto além do “Eu Sou porque o “Eu Sou”, naquele momento, é superado, é transcendido. A partir do momento em que vocês não são mais o “Eu Sou UM, em que vocês não são mais esta pessoa (não somente), vocês se tornam o Absoluto.
Então, vocês podem viver a Ressurreição, sem limite, sem barreira.
Esse corpo irá parecer-lhes para o que ele é, em Verdade.

Sua própria vida irá parecer-lhes para o que ela é, em Verdade: uma simples projeção do Absoluto em uma parte finita que não tem existência própria, exceto na própria projeção. Espaços cada vez mais amplos ser-lhes-ão oferecidos, em vocês mesmos, como no Todo. Tais são as ações do Manto Azul da Graça que se põe sobre os seus ombros e que vem Transfigurá-los e queimá-los, no Fogo do Amor.

Lembrem-se de que, qualquer que seja a experiência que lhes é dada a viver a Graça, não reflitam, não busquem compreender o que quer que seja a mais, porque a Graça é a Graça.

Ela não é explicação, ela não é reivindicação e ela não é transmissível senão compartilhando-a. Naturalmente, vocês não poderão partilhá-la por palavras, nem por gestos, nem por um olhar, mas, sim, estabelecendo-se, vocês mesmos, cada um, em sua própria Eternidade.

Vocês irão constatar que, a partir do momento em que vocês começarem a viver este estado de Graça, pouco a pouco, ou abruptamente, vocês não terão mais necessidade de aguardar os momentos que lhes foram propostos, porque vocês poderão se propor, a vocês mesmos, esta Graça, de maneira instantânea e imediata.

Vocês irão constatar, então, que vocês são a fonte de vocês mesmos, a fonte do Fogo porque vocês são o Fogo, e, naquele momento, vocês poderão viver, realmente, este estado de Êxtase ou de Íntase permanente, irredutível, que se propaga e se propaga.

Não haverá mais limite para a sua expansão.
Não haverá mais limite para a sua Presença.
Eis, minhas Irmãs e meus Irmãos, o que eu tinha para dar a vocês como elementos, muito simples, sobre o Manto Azul da Graça, sobre suas funções, sobre sua própria constituição.

Eu permaneço ainda um momento do seu tempo à sua disposição.
Se vocês tiverem perguntas suplementares em relação ao que eu disse, então, e se eu puder ali responder, eu ali responderei.
Eu os escuto.

Pergunta: como viver isso em um contexto de vida e de poluição tal como a nossa?
Minha Irmã, enquanto você acreditar que você depende de uma qualidade de água, de uma qualidade de ar, de uma qualidade de mundo, a Graça não pode penetrá-la.

Enquanto você acreditar ser dependente de uma circunstância que não é sua, de uma falta do que quer que seja, ou de uma insuficiência do que quer que seja, isso é apenas uma projeção da sua própria personalidade.

A Graça se faz, muito precisamente, quando, justamente, a Consciência torna-se lúcida sobre a ilusão deste mundo e da sua própria presença. Quando você realiza o Eu Sou, quando você se torna o Si, será que o que quer que seja do mundo pode ali se opor?
Não.

É um erro de olhar, porque há, em você, ainda, uma projeção no exterior, considerando que tem culpa, que o exterior está alterado.

A Graça, o Si, não tem o que fazer do exterior, não tem o que fazer das circunstâncias da vida. Enquanto você se apoiar em uma perfeição exterior ou uma mudança exterior, a mudança Interior não pode ocorrer.

É uma deficiência do olhar.
É preciso mudar o ponto de vista.
O que você é, é totalmente independente deste mundo.
O que você é, é totalmente independente da qualidade dos alimentos que você ingere. O que você é, é totalmente independente das relações (afetivas, familiares, profissionais) que você estabeleceu. O que você é, não tem o que fazer de tudo isso.

Trata-se de um álibi crer que é preciso que as circunstâncias exteriores sejam diferentes. Justamente, e muito pelo contrário, para muitos dos Irmãos e das Irmãs, é preciso que todas essas circunstâncias exteriores tornem-se dramáticas e patéticas para que enfim, o ser aceite voltar-se para o Si.

Não há obstáculo exterior, nenhum, nem de idade, nem de carma, nem de condição. O único obstáculo é a pessoa e mais ninguém.

Pergunta: poderia desenvolver sobre a Íntase?

A Íntase.
O Êxtase e a Íntase são um par.
O Êxtase e seus diferentes Samadhis (se o podemos dizer, que são semelhantes) são estados, cada vez mais pronunciados, de imersão no Si.

No Si, no “Eu Sou UM” e além, há ainda uma identificação possível com si mesmo, além do Eu. Isso corresponde ao que foi denominado, há pouco tempo, o Si Luz e o Eu Sombra.

Porque, no Êxtase, há ainda a persistência, concomitante e simultânea, do Si Luz e do Eu Sombra, como dizia ANAEL. Por outro lado, o mecanismo de passagem pelo Manto da Graça leva à Ressurreição. Naquele momento, o observador, aquele que olha, não está nem no Si Luz, nem no Eu Sombra: ele é o Absoluto.

Portanto, a Íntase é um deleite permanente do Absoluto.
Foi dito, tanto na Índia como entre vocês, que isso que poderíamos nomear o Criador, a FONTE (ou então, de forma comum, Deus, mesmo se vocês sabem muita coisa, agora, sobre Deus), é apenas deleite permanente. Viver o deleite permanente é viver a Íntase que está além da última dicotomia entre o Si Luz e o Eu Sombra.

É transcender e ultrapassar o Si Luz e o Eu Sombra para tornar-se a própria Essência da Criação, da Criatura, do Criador e do Incriado.
Ou seja, o Amor e o Fogo.
A Íntase é isso.

É como viver um deleite contínuo e permanente.
É muito além do Samadhi, mesmo o mais elevado Vibratoriamente.
É o instante em que mesmo o Eu Sou ou o Eu Sou UM não existe mais.
É o instante em que o Eu Sombra ou o Si Luz não existem mais, tampouco.
Resta apenas, de alguma forma, a Essência Absoluta.
É a Imanência e a Impermanência.
Isso é a Íntase.

E o instrumental do Manto Azul da Graça convida-os a isso, a estas Núpcias de Luz finais.

Pergunta: por que chamamos Omraam Mikaël Aïvanhov de Comandante?
Querida Irmã, nesses espaços intermediários, qualquer que seja a Dimensão estabelecida (que apenas são retransmissores, de algum modo, da FONTE), existe um agenciamento. Este agenciamento se faz, como sempre, em função do que é nomeado os quatro elementos ou os quatro Anjos que circundam o Trono da FONTE.

São os quatro elementos nomeados sobre esta Terra: o Ar, o Fogo, a Água e a Terra.

Existe um maestro para os quatro elementos, que isso seja ao nível do átomo, ao nível do DNA, ao nível da FONTE e ao nível das Dimensões. Aquele que agencia é, de alguma forma, um maestro, é aquele que permite que a partitura seja tocada de maneira a mais pura e a mais fiel. É nesse sentido que OMRAAM é Comandante dos Anciãos.

Esta noção de Comandante não está ligada a uma hierarquia, não está ligada a uma obrigação, mas, sim, efetivamente, mais ao que eu chamaria de um maestro que toma conta para que todas as partituras sejam tocadas.


Ele não toca partitura: ele é o Éter, ele é o Fogo do Éter e o Fogo do Espírito.
Em qualquer Dimensão (e mesmo sobre este mundo, apesar da falsificação), tudo obedece às mesmas regras, ao mesmo agenciamento. Por isso a expressão Comandante, mas poderíamos chamá-lo de maestro.
São apenas denominações.

Aí também, não é a palavra que é importante, mas a função. O Comandante é, então, aquele que cuida, pela sua Presença, para que as partituras sejam tocadas.

Ele não dá ordens.
Ele é, de algum modo, um catalisador.
Do mesmo modo que, quando vocês, aqui, vocês vivem o Manto Azul da Graça (além da sua função de Semeador e de Ancorador da Luz), vocês se tornam a Graça encarnada, mas vocês não podem dizer que são vocês que dão a Graça ou que dão o que quer que seja, aliás.

Vocês são simplesmente aquele que É.

Nós não temos mais perguntas, nós lhe agradecemos.


Meus muito queridos Irmãs e Irmãos encarnados, eu me retiro por alguns momentos. Eu voltarei no final da intervenção de GEMMA GALGANI que me segue, a fim de viver, em meio a este espaço onde nós estamos reunidos, a Presença da Graça e a Descida ou a Elevação do Manto Azul da Graça.

Ao aguardar, permitam-me acolhê-los em meio à minha Presença, no meu Coração e no seu Coração, no Amor e no Fogo.

Até dentro de instantes.



Enviado por Rosa
Mensagem da Amada Ma Ananda Moyi no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1351
18 de fevereiro de 2012.
(publicado em 19 de fevereiro de 2012)
Tradução para o português: Zulma Peixinho
http://portaldosanjos.ning.com

M.M - http://minhamestria.blogspot.com/
C.R.A - http://a-casa-real-de-avyon.blogspot.com/

UM AMIGO - 18-02-2012 - AUTRES DIMENSIONS

UM AMIGO - 18-02-2012 - AUTRES DIMENSIONS



Eu sou Um Amigo.
Do meu Coração ao vosso Coração.
Do vosso Coração ao meu Coração, a Presença.

Caros irmãos humanos, eu venho, neste principio do vosso ano Terrestre, depois de ter comunicado um certo número de elementos dando seguimento às Chaves Metratônicas e relativos aos diferentes yogas (da Unidade,da Verdade,essencialmente).

Nós vamos (este ano e neste começo mais particular do ano) avançar juntos a fim de, lá também, ultrapassar esses ensinamentos a fim de viver a experiência da Verdade, a experiênvia da Unidade.


O acesso ao Si, em todo o caso na minha esfera de origem de encarnação, se faz de maneira gradual. Estes princípios de acesso à Unidade foram definidos, há já muito tempo, no que foi chamado: Advaita Vendata, consistindo (por um sistema filosófico mais que energético) a progressivamente conscientisar a Unidade e a vivê-la. Um certo número de desconstruções foram também necessárias durante muito tempo.

Neste ano, convido-os a ultrapassar e a transcender o conjunto dos ensinamentos, o conjunto dos protocolos, o conjunto das vivências que tiveram até agora. Com a finalização da Implantação da Luz, assim como a instalação do Manto da Graça, hoje, chegou a ocasião de ir ainda mais para a Simplicidade, com mais rapidez (segundo os seus critérios) e sobretudo, mais integridade.

O estabelecimento dos 4 pilares do Coração, respeitando isso, é hoje (pelas circunstâncias particulares da humanidade) um momento priviligiado e diferente do que foi escrito, nos tempos antigos, relativos ao acesso à Unidade, no seio desta doutrina, deste corpus de ensino chamado Advaita Vedanta. Hoje, a diferença considerável com o antigo tempo (se o podes chamar assim), é que a Implantação da Luz acabou.

Essa Implantação da Luz, de certa maneira, confinou e fez desaparecer o que eu chamaria as camadas isolantes que correspondem, de certo modo, a armadilhas para a consciência no em meio a ilusão deste mundo. Como sabem, no Oriente, nós chamamos isso Maya, a Ilusão. Mas certamente, alguns exercícios (ligados à energia e, sobretudo, ao Supra Mental) vos foram comunicados, progressivamente, durante estes anos, a fim de vos aproximar do que vocês nomeiam, no Ocidente, a Porta Estreita, a passagem ao Cristo.

Hoje, podemos dizer que as coisas são infinitamente mais simples pois se resumem, em efeito, em duas partes e a duas partes de quem vocês São, no seio mesmo deste mundo, neste momento exato. e que, hoje, chegou o tempo de ultrapassar, de transcender essas duas partes a fim de viver o que nós nomeamos. Quanto a nós, Brahman (e que corresponde, para vocês, ao estado Cristico). É a mesma Verdade, a mesma Realidade, traduzida em palavras diferentes, de culturas diferentes, com almas tavez diferentes, mas o objetivo é absolutamente o mesmo. Chama-se a Liberação.

A diferença essencial, em relação aos tempos mais recuados ou mais antigos, é que a Liberação, hoje, não corresponde a um individuo entre milhões de outros, mas sim o conjunto da Terra. Pois a difusão da Luz, e a finalização dum ciclo chamado precessão dos equinócios. O fim, dizemos nós nas nossas escrituras sagradas dos Upanishad, do Kali Yuga e a entrada na nova Idade de Ouro. Existe, em relação a esta entrada na Idade de Ouro, um certo número de desconhecimentos, visto que este acontecimento vos é completamente desconhecido pela vossa própria experiência, vocês só podem projetar um certo número de desejos e de ilusões sobre a instalação desta Idade de Ouro.

Muitos profetas descreveram (tanto no antigo tempo que foi o meu, que nos tempos que foram os vossos, do tempo Biblico) um certo número de acontecimentos com conotações apocalipticas, é o caso de dizer, devendo se traduzir, nesse momento de mudança de época pela aparição duma nova Terra e de novos Céus, se traduzindo por destruições absolutamente fenomenais, pondo fim, de certa maneira, a mecanismos de vida até lá considerados como lógicos e normais no seio da encarnação.

Hoje, graças as vivências que tiveram, vocês devem, de certo modo, separar-se dessas visões apocalipticas, não tanto para mudarem de crenças, mas visto o que já vivenciaram, do fato da vossa possibilidade (por meio dos diferentes Yogas, por meio dos Casamentos Celestes, pelo versamento da Luz Una) a viver a Unidade e assim de certa maneira de poder conscientizar este estado de consciência particular novo, para além da Ilusão, além de Maya, fazendo-os penetrar as esferas do Ser, e agora as esferas do Absoluto.

O Ser não é o Absoluto. as dimensões intermediárias não são o Absoluto. O Absoluto é a ausência de Dimensões. O Absoluto é a fusão de todas as Dimensões no seio de uma mesma realidade chamada a Fonte ou que nós chamamos Brahman.


Existem testemunhos da Fonte. Os testemunhos da Fonte são a Luz Branca. Os testemunhos da Fonte são o acesso ao Fogo, a transcendência das diferentes manifestações do Acordar ao Fogo (no nível desse corpo, desse Templo), que vos foram descritos abundamente (seja pelo meu canal ou por outros canais) relativos ao vosso acesso à Unidade. Hoje, nestes tempos, as coisas são muito mais simples, porque apareceram, eu diria, os mecanismos que aplanaram, de certa maneira, o trabalho, aplanando a pedra bruta e que vos permitem de penetrar na pureza original da Fonte, do Brahman, do Absoluto, para além das zonas de Sombra, para além das zonas de Luz. Isto é realizável pelas diferentes etapas que foram integradas, ou não, pela Terra, e por vocês mesmos. Mas hoje isso é possível pelo acesso direto a essa tendência, ultima e final, da vossa consciência.

Um certo número de elementos vos foram dados, seja pelas Estrelas, ou pelos Arcanjos, ou por Maria ela própria, durante estas semanas que acabaram de se desenrolar, em tempos Terrestres. Hoje, eu chamo-os e convido-os a ultrapassar toda forma de ensino, a fim de penetrar no acolhimento absoluto da Luz, conduzindo-os a viver outra coisa para além do que lhes descrevemos até aqui.

Essas etapas foram intermediárias e cada etapa vem reforçar a seguinte, dessa maneira, transcendendo-a, descostruindo-a, para deixar o dia a uma nova Verdade, bem mais absoluta que aquela que foi verdadeira antes. Efetivamente, existem várias verdades, da mesma maneira que há, como vocês dizem, numerosas Residências na casa do Pai. Isso é incontestável. Existe, no seio da liberdade de consciência de cada Consciência, a possibilidade de fazer uma escolha, livremente consentida, livremente aceite, correspondendo ao que vos foi dado por alguns intervenientes como:«vos será feito segundo a vossa Vibração» e como dizia Cristo: «vos será feito segundo a vossa fé»

Hoje, vocês estão convidados pela Luz a deixar trabalhar, em vocês, por intermédio do Manto Azul da Graça e pelos diferentes mecanismos da consciência nomeados Deslocalização, Comunhão, Fusão, e Dissolução, a fim de fazer a experiência (se tal é o vosso devir) da Dissolução no seio do Todo. Um certo número de elementos (dados pelas Estrelas, hoje) podem favorizar a vossa escolha livre e o estabelecimento da vossa consciência no seio desta nova Consciência. Lembrem-se, vocês são Livres e não há nem julgamento, nem condenação, nem recompensa.

Há somente o justo estabelecimento da vossa consciência no que é o mais adaptado para a sua vida. Então, assim, hoje mais que nunca, é preciso renunciar a todo desejo. É necessário renunciar, se possivel, a todo exercicio, a toda prática e a todo elemento que, ainda há algumas semanas, eram por vezes indispensáveis para vos permitir de estabilizar a vossa consciência numa aproximação de um novo estado. Este novo estado está, hoje, mais próximo de vocês, o que significa (como foi dito, de uma certa maneira) que o conjunto das camadas isolantes presentes no seio deste sistema solar (como presentes no seio da vossa própria estrutura sutil de encarnação) está totalmente em decadência.

Quer dizer que vos é possivel de escolher de vos instalar, de maneira direta e instantânea, no que vocês São, chamando-os a ultrapassar o que vocês não são, o que vocês acreditam ser, e em todo o caso, o que é limitado ou que não é (como outros vos disseram) a Eternidade. Ainda uma vez mais, lembrem-se que não há o que culpabilizar, nem a desejar, nem a querer, mas simplesmente a acolher o que vocês estão a viver, em meio a sua consciência.

Assim, então, posso dizer que mesmo a noção de busca está ultrapassada porque, hoje, visto as circunstâncias da Luz, visto as circunstâncias excepcionais deste sistema solar, a noção de busca já não significa nada mais. Não há mais nada a buscar, que não seja já de toda Eternidade. Não há nada a buscar porque tudo já está aí.

Assim que a vossa consciência sai da ilusão (destituída do conjunto dos corpos densos deste plano, da vossa personalidade, como deste mundo), vocês penetram instantaneamente no que nunca desapareceu, no que nunca pode ser apagado, mas que estava simplesmente ocultado pelas Vibrações nomeadas franjas de interferência que vos impediam de ver a Verdade, de penetrar a Verdede, em totalidade.

Assim, então, eu vous chamo, por meio destas palavras, a considerar uma Revolução e uma Reviravolta da vossa consciência, bem mais para além de todo exercicio, bem mais além de toda a prática, bem além de todo Alinhamento, de toda Radiância e de todos elementos. Vocês são o Absoluto, é isso que é preciso, se é a vossa escolha, realizar. Vocês são a Fonte. Vocês são o Todo e vocês são o que está antes mesmo da Consciência.

Vocês são, de certo modo, diria, o Conhecimento Supremo, para além de toda inocência, que é, apenas ignorãncia. Vocês têm então de penetrar, se tal é a vossa Vibração, os espaços totalmente virgens que sempre estiveram lá. Esses espaços não estão inscritos, em definitivo, em nenhuma Dimensão específica, em nenhum corpo específico, nem mesmo no corpo de Eternidade. Trata-se de uma Consciência totalmente pura.

Esta Consciência pura não pode acomodar-se de nenhuma forma de redução da sua manifestação, de nenhuma forma de redução da sua Presença. Assim (e retomando uma terminologia própria ao Arcanjo Uriel), vocês são a Presença, vocês são a Eternidade, vocês são o Brahman, vocês são o Absoluto. Existe, a este nivel, um desafio porque não chega aceitar isso como uma proposição, mas bem, em Verdade, de o viver, em totalidade.

Ora, viver necessita, efetivamente, de deixar morrer tudo o que não é isso. Não há outra maneira de se alcançar, desde aqui, o Absoluto e de o viver.


O Absoluto corresponde a uma fase de Dissolução como a que acontecerá a este mundo, nesta época. O que desaparece (como vos foi dito) não é o mundo mas este mundo, o que é profundamente diferente. A consciência, ela não pode nunca desaparecer. Ela pode, simplesmente, ficar ocultada no seio de Maya que, como sabem, está a chegar ao fim.

Mas se a vossa consciência está, ela mesma, inserida no seio de uma realidade tridimensional e que ela aí está à vontade, tomar conhecimento consciente disso, se se pode dizer isso, não há necessidade de sofrer para alcançar algo que vos é inacessivel. Sobretudo que não podem procurar, o que é, já, de toda Eternidade. Só podem, simplesmente, revelar, tomar consciência, fazer desabrochar, deixá-lo nascer, e deixar que ele se atualize.

Não são vocês que atualizam o Absoluto: é o Absoluto que se atualiza em vocês. Isto corresponde tambem, dito de outra maneira, ao que foi chamado Abandono à Luz. Certamente, as diferentes técnicas dadas (seja a respiração, sejam as posturas de integração desse corpo dadas por SRI AUROBINDO, sejam os diversos protocolos utilizando os cristais, sejam os Alinhamentos) são, bem evidentemente, os elementos que vos aproximam do Absoluto e que vos permitem, de certa forma, de encontrar uma Porta.

Mas como foi dito e repetido, só vocês, sozinhos, podem atravessar a Porta, e a única maneira de atravessar a Porta é de extrair-se desta Ilusão. Extrair-se desta Ilusão não quer dizer morrer ou abandonar seja o que for, mas bem, Abandonar-se a Si proprio, ao Si. Quer dizer tornar-se a Fonte, tornar-se o Absoluto, sem querer, sem desejar, sem vontade. Simplesmente pela Consciência pura, limpa de todo artificio, se descobrindo, ela mesma, como o Absoluto.

Isto é um mecanismo que pode ativar-se pela ação do Manto da Graça que vem, por sua vez, preparar essa Passagem da Porta Estreita. Como isso foi dito, justamente, por uma das Estrelas. A Transfiguração precede a Crucificação e a Ressurreição. A sorte (e é bem uma) que vocês têm, é que, hoje, a titulo individual, o trabalho realizado pelo conjunto dos Semeadores de Luz e dos Ancoradores de Luz, permitiu reduzir, consideralvelmente, o espaço de tempo da Crucificação. Esta pode ser realizada instantaneamernte, tanto na escala do mundo, como na escala do individuo e da vossa Consciência.

Realizar isso é um estado, como foi desvendado hoje, ultrapassando de muito o Samadhi. O Samadhi não é a finalidade. O Maha Samadhi é uma etapa, tambem, intermediária, que devia, em certo momento de vosso desenvolvimento, ser considerada como uma finalidade. Mas cada vez que uma finalidade é transcendida e ultrapassada, aparece uma outra finalidade. Percebam que a finalidade última e absoluta é o acesso a este Absoluto. Este acesso ao Absoluto é-vos oferecido nesta encarnação mesma que vocês vivem.

Então, retomando o que vos foi dito por alguns Arcanjos e tambem por alguns dos Ançiões (quando vos disseram que o conjunto da Criação estava em vocês), quando um Arcanjo que se exprime por intermédio de um Canal, vos diz que ele está no Interior de vocês, isto não é uma visão do espirito, isto não é uma visão geografica, mas uma realidade totalmente fora do espaço, fora do tempo e inscrita como Verdade, no seio da Eternidade.

Hoje vocês estão convidados, porque isso foi facilitado, a viver este Absoluto. Viver o Absoluto, é para já aceitar a eventualidade deste Absoluto, que é, no entanto, desconhecido da consciência corrente. Assim, então, como foi dito e que vos repito, há só a compreender o que vocês não são: é preciso ter o conhecimento do que vocês não são, para ser o que vocês realmente São. Vocês ão podem definir de qualquer modo o que vocês São. Vocês não podem aproximar-se do que vocês São pela experiencia. Só pela experiência daquilo que vocês não São vos permite penetrar, não só a experiência, mas a vivência real do Absoluto que vocês São.

O CRISTO vos convida a isso quando ele vem e diz para o seguirem. Ele está apenas a convidar-vos a seguirem vocês mesmos, no Interior de vocês mesmos, para ser o que vocês São, e não o que vocês creem, o que vocês projetam, o que vocês construiram, no seio desta ilusão. Compreendam bem, e retenham bem, para além da compreensão, que o que se vive hoje é um processo final que nada tem a ver com a morte, que nada tem a ver com a morte atual do humano, porque vos conduz a um outro estado de ser, que é o do Ser Absoluto que se identificou, que se fundiu no seio do conjunto da Criação , como no seio de tudo Incriado. Isto não se pode realizar, de maneira alguma, por uma ação qualquer ligada à personalidade ou a um Yoga qualquer.

É preciso, hoje, ultrapassar tudo isso. E como ultrapassar e transcender tudo isso? Simplesmente, como vos disse em minha vida: «fiquem tranquilos». Quanto mais vocês ficarem tranquilos, mais penetrarão na vossa Ressureição.

O conjunto do que se passa neste momento, em particular pelas manifestações desse corpo que habitam, tem como único objetivo e única finalidade: o Absoluto. Mas devem não querer. Devem não desejar. Devem simplesmente Ser a experiência. A experiência do «Eu Sou», a experiência do «Eu Sou Um», a experiência das duas partes como foi definido pelo Arcanjo ANAEL) vai permitir-lhes transcender esta ultima Dualidade, a fim de vos fazer viver a Unidade. A Unidade não é somente o acesso ao Ser.

A Unidade não é, também, uma reivindicação. É um estado de Ser, um estado de experiência, onde nenhuma palavra pode justificar ou definir seja o que for. Este estado é assim independente de qualquer descrição , independente de toda prática, independente de toda vontade, tanto pessoal como coletiva.

Há um momento em que o aluno deve matar o Mestre. Há um momento em que mesmo o que se obteve duramente tem de ser transcendido pela Verdade nua. A Verdade nua é a Transcendência da Vibração, ela mesma. Nós insistimos, longamente, e chamamos a vossa consciência e a vossa Atenção, sobre a Luz Vibral, sobre os seus efeitos ao nível do vosso corpo, por meio das Estrelas, das Portas, das Coroas Radiantes. Isso representou etapas capitais, maiores e fundamentais para o desvendar do que vocês São, em Verdade. Então não são ilusões, mas níveis de realidade objetiva, mas que nada têm a ver com a Realidade final, Supramental, lógica, como a poderia nomear sem a trair.

Assim, então, existe um último Retorno ou, se preferem, um último basculamento, e esse basculamento só se realiza quando vocês aceitam largar tudo o que foi adquirido. Esta Crucificação, esta Ressureição, produz-se desde o momento em que apreenderam a essência das minhas palavras, a essência da vossa Presença, a essência da minha Presença, quer dizer quando ultrapassarem mesmo as palavras pronunciadas e que aceitem a vossa própria Dissolução. Porque o que se dissolve, em definitivo, é apenas a Ilusão, é apenas a projeção. Somente as coisas temporais e efêmeras da encarnação.

A particularidade da personalidade é de se crer eterna. Ora, nenhuma personalidade é eterna. O paradoxo está a esse nível. Muitos seres humanos, neste fim particular deste tempo, quiseram adquirir uma Luz ou tornar-se Luz. Mas para tornar-se Luz, é preciso que o sentido mesmo da vossa identidade aqui em baixo desapareça, em totalidade. Vocês não podem pôr fim a vocês mesmos, porque tudo a que se oponham vai se reforçar, de maneira definitiva. Assim, por exemplo, suprimir esse corpo por um ato inconsiderado, suprimir toda relação por um ato inconsiderado, não permite realizar o Absoluto.

O desvendamento do absoluto só acontece quando há, realmente, capitulação. A capitulação de toda vontade de compreensão. A capitulação de toda Luz Vibral. A capitulação do conjunto das Coroas. A capitulação do conjunto das percepções. Porque o Absoluto está para além mesmo da percepção consciente, em meio a este mundo, além da concepção ,mesmo consciente,no seio deste mundo.Está para além da inteligência deste mundo, e além mesmo da presença no seio deste Mundo.

Certamente, o Manto Azul da Graça permitiu, desde pouco tempo, (e permitirá ainda durante menos tempo) a muitos de vocês , de conscientizar a Borboleta, de viver a Borboleta. Mas enquanto há Lagarta, também há Borboleta. E enquanto há as duas, não há o Absoluto. Mas, mesmo assim um degrau importante, nesse desvendamento do absoluto, foi realizado. No entanto é preciso conscientizá-lo a fim de viver, como experiência e não como compreensão.

Então, qual é a melhor maneira de viver a experiência de se estabelecer. sobretudo, no seio do Absoluto? Isso consiste em não mais se identificar de maneira nenhuma a parcelas de Consciência (mesmo Turiya, quer dizer a Consciência do Samadhi, traduzidas pelas Vibrações da Luz Vibral. no seio da Consciência Vibral.

Este é o momento de se estabelecer no que chamaria , um grande S, com uma palavra simples, que é o Silêncio. Este Silêncio, não é somente o silêncio das palavras, não é apenas o Silêncio da personalidade, não é tampouco o Silêncio do mental, nem das emoções: é a instalação no seio de um Espaço que não é um espaço, no seio de um Tempo que não é mais um tempo, no seio do que não pode ser definido pela experiência.

Mas toda definição, em palavras, da experiência ,não é mais a experiência. Assim, simplesmente, estabelecendo-vos no seio do Silêncio (quaisquer que sejam as manifestações vividas no seio desse Templo), virá um momento, identificável entre todos (para além da Dissolução, para além da Comunhão, para além da Fusão, para além do Samadhi na sua fase a mais elaborada) fazendo-os viver o salto além de tudo isso e a transcendência de tudo.

Esta etapa, paradoxalmente, não é a mais complicada. Ela é a mais simples porque é a mais experiencial. Ela é a mais viva porque vos dá acesso ao Absoluto e vos identifica ao que vocês são, em Verdade, quer dizer, em Absoluto.

Viver o Absoluto, é transcender todas as camadas da Ilusão, é transcender todas as camadas da Consciência mesmo na sua forma a mais livre, chamada de Turiya: Não é mais ser a consciência limitada, nem a Consciência Ilimitada, nem o sono, nem o sonho, mas tornar-se o Tudo. Tornar-se o Tudo, não é um conceito, também não é uma percepção desse corpo, nem uma percepção da Consciência: é a Realidade da Consciência, ela mesma, que faz que nesse momento, vocês tornam-se todas as identidades presentes sobre este mundo, todas as entidades da Criação: Não há mais limites, nem barreiras. Também não há mais delimitação, porque mesmo a definição de um limite, é uma restrição da Liberdade.

O Absoluto, o Brahman, o CRISTO ou o Christos, é um estado indiferenciado, absoluto onde há a perda da personalidade, perda de individualidade, e no entanto, é a vossa natureza , é a vossa Essência, como a cada um de vocês todos, e de nós todos. Poucas palavras podem ser acrescentadas a isto, pois viver essa Unidade Absoluta é, certamente, para além das experiências possíveis pela consciência limitada e mesmo pela Consciência Ilimitada.

Assim, tocar este estado e instalar-se nele acaba, de maneira definitiva, absoluta, irremediável, irrevogável, com toda a Ilusão. Mesmo se vocês mantêm estruturas ilusórias (chamadas corpo físico, corpo etérico, corpo de emoções, corpo mental), estão para além de tudo isso. Estar além não quer dizer acima, não quer dizer superior, mas quer dizer, simplesmente, Absoluto. É muito difícil de dar uma palavra a este estado. E no entanto, muitos de vocês vão tornar-se isso. Tornando-se isso, põem um final ao mundo.

Lembre-se: não são vocês que desaparecem mas o mundo, este mundo. Quando vocês conseguirem compreender o sentido destas palavras (não através de uma interpretação ou compreensão mental), terão a Chave. O Cristo disse: “vocês estão neste mundo, mas não são deste mundo. Tu és poeira, este corpo é poeira, e tu retornarás como poeira”. Mas o que volta a ser pó senão a Ilusão e o efêmero?

Viver o Absoluto é, de certa maneira, um Abandono a si mesmo, mas para lá do Abandono a si mesmo, com um termo mais adaptado, é o que chamamos Renúncia. A Renúncia leva ao Absoluto. Esta Renúncia não é uma negação. Esta Renúncia não é um abandono do que é exterior, é uma renúncia de todo interior. Espaço fora do espaço e Tempo fora do tempo, onde não pode mais existir reivindicação, pois tendo se tornado o Absoluto, não há mais nada a reivindicar, aqui como além.

Esta Consciência é uma Consciência para além da consciência. Este estado está para além do «Eu Sou», para além do «Eu Sou Um», para além do limite e do Ilimitado. Este estado não é uma aniquilação, mas um verdadeiro Nascimento, que é Ressurreição, que é Verdade, desta vez, Absoluta.

Relembrem e compreendam que isto esteve sempre presente, certamente, recoberto de véus, mas nunca desapareceu. Hoje, a retirada dos véus sucessivos (as experiências feitas) vos conduz a esta Porta. Uma Porta se abre mas, de outro lado ela se fecha. E é a mesma Porta que chamaram «Porta Estreita». É a Transcendência das novas Frequências Metatrônicas vos habituando a ser o Absoluto. Ser o Absoluto está para além da Alegria.

Ser Absoluto está para lá do contentamento ou descontentamento. É um estado para além de todo estado. É uma Consciência além de toda Consciência definível. É ser a Fonte e estar além da Fonte, quer dizer, confinado na Incriação (que não é descriação mas que é realidade do Si Eterno,do Si Luz), tendo integrado o Eu Sombra a fim de transcender o Si Luz. Neste momento, a Essência mesmo de quem vocês são aparecerá como puro Amor, pura Felicidade, puro Prazer, puro Absoluto.

Para isso, não há absolutamente nada a fazer. Enquanto há ação, não há Ser. E este é realizável, lembrem-se disso, fora do tempo e fora do espaço. Não existe nenhum obstáculo, do fato de vossas atividades exteriores definidas como tais, que possam opor-se ao Absoluto. Alguns Seres, em particular durante o século 20, realizaram este Absoluto bem além da realização. Eles deixaram testemunhos. Algumas estrelas fundiram-se nesse Absoluto, elas deixaram-vos esses testemunhos. Mas o testemunho não é a experiência. É a vocês, que pertence não mais vos pertencer.

Não vos pertencendo mais, não sendo isto e ainda menos aquilo, por eliminações sucessivas, tornam-se este Absoluto, fazendo dizer a certos Anciões que eles não eram nada no seio deste mundo e fazendo dizer a Cristo mesmo: «o que eu fiz, vocês poderão fazer e ainda bem mais». Quando o Mestre Phillipe de Lyon, Melquizedeque da Terra, dizia, quando da sua encarnação, que o que ele fazia, ele o fazia pois era o mais pequeno, corresponde exatamente a isso que o Cristo fazia aos seus apóstolos, lavando-lhes os pés. Isso tem por nome Humildade e é a alavanca, a mais importante, e a única eficaz, para a vossa Ressureição.

A Transparência e a Simplicidade são suportes da Humildade. A Humildade é aceitar e viver de nada ser a fim de Ser o Absoluto. Vocês não podem ser o Absoluto e qualquer coisa definida. Vocês não podem ser o Absoluto e uma pessoa. Vocês só podem ser o Absoluto sendo todas as pessoas. Lá se encontram os fundamentos do que nós chamamos, no Oriente, o Bhakti Yoga, ou se preferem, a Devoção.

O último Yoga é aquele que é a Renúncia ao Yoga, onde não há mais necessidade de postura, onde não há mais necessidade da energia, onde não há mais necessidade de Vibrações, porque nesse momento, a Luz e vocês estão reunidos na mesma Verdade. Para além deste mundo. Não há mais interferências, quer dizer que, não há mais Consciência Vibração, de Luz Vibral distinta do que vocês são. Este Absoluto está lá, está presente e ele se revela.

Cabe a vocês, não de se interrogarem, mas de compreender o sentido das minhas palavras, para lá das palavras. O Absoluto, não é, em nenhum caso, uma projeção. Ou então, o Absoluto é o conjunto de todas as projeções. As duas proposições se resumem em uma só que encerra a vivência da Humildade. A Humildade não é abaixarem-se, mas é posicionar-se a si mesmo no Si Luz, ainda como um estado intermediário.

O Eu Sombra foi visto, como dizia o Comandante (O. M. AIVANHOV), pouco a pouco com os anos, as zonas de sombra foram iluminadas. Elas foram por vezes (como dizia esse mesmo Comandante), postas debaixo do tapete. O tapete foi retirado. A Luz Vibral, a repartição da Luz, os diferentes Yogas, permitiram alargar a banda de frequências, mas deixado-os no interior com uma banda de frequências cada vez mais larga. Fazendo que a vossa consciência, se expanda literalmente. Ele se concentrava. Mas vocês não são nem a expansão da Consciência, nem a contração da Consciência. Vocês não são nem o Interior nem o Exterior. Vocês São o Absoluto.

O «Eu Sou» que foi construído deve deixar lugar ao Absoluto. O «Eu Sou Um», dado como vetor do acesso à Unidade, deve permitir viver o Absoluto. O Absoluto não é a Unidade, também, com certeza, o Absoluto não é a Dualidade. Não sendo nem a Unidade nem a Dualidade, o que resta então? O que não pode ser definido, o que não pode ser posto em palavras. Isto é uma experiência. Esta experiência a viver, para lá da experiência.

E chega um momento (e isso foi dito na ocasião dos Casamentos Celestes), que é,de fato, a última etapa, aquela nomeada por MARIA, última etapa ou última finalidade. O Manto Azul da Graça é o ultimo elemento da estrutura Vibral da Consciência permitindo-vos a Ressurreição. Estabelecer-se no seio do Absoluto, é restabelecer-se de toda projeção, de toda Vibração, e de toda Consciência.

É uma mudança de olhar, mas esta mudança de olhar não é simplesmente uma mudança de ponto de vista, é o conjunto de todos os pontos de vistas, vividos fora do tempo, fora deste espaço (bem além do que é chamado Hic e Nunc, bem além dos Quatro Pilares do Coração), que vos permite de alcançar a Eternidade, o Ser Eterno, nomeado o ponto ER de vosso peito, por cima do que é chamado Chacra do Coração (sobre o eixo do esterno, na sua parte superior, acima deste que é chamado chacra do Coração chamado ângulo de Luis.).

O Manto da Graça é ativado pela polaridade feminina do Triangulo Sagrado chamado «Nova Eucaristia», situado entre o Chacra do Coração e o que é chamado Chacras de enraizamento da Alma e do Espirito. É um dos instrumentos Vibratórios a ultrapassar e a transcender para passar a porta Estreita, e de vos estabelecer para além mesmo de tudo o que existe e de tudo o que não É. Vocês não podem definir este estado, vocês só podem viver a experiência. É bem além do que chamam o vivido. O que pode parecer, bastante árduo, é finalmente a coisa mais simples a considerar e a experimentar para aí se estabelecer. Mas não podem aí atribuir qualquer palavra, nenhuma função, nenhuma explicação, nenhuma definição.

Só eliminando o conjunto das definições, a totalidade das exdplicações, o conjunto das vibrações, o conjunto das Ilusões e o conjunto das vivências, que vocês poderão aceder a esse último estado. Vocês são ajudados, a experiência da Borboleta vai permitir se conscientizar que existe uma Lagarta, que existe uma Borboleta, que a um dado momento neste tempo, a Lagarta não existirá mais, que existe a Borboleta, mas que a Borboleta, em definitivo, também não tem mais realidade da Lagarta.

Isso não quer dizer que a Borboleta tem de se transformar, mas, simplesmente, a Borboleta deve se conscientizar o que está para além da sua própria Consciência, não por um ato de vontade, mas simplesmente pela experiência, que é para além da Alegria, e que chamei, por falta de melhor termo. O Absoluto, Felicidade, ou se preferem, Prazer para além de qualquer suporte.

Não vos peço para reter as minhas palavras (durante este espaço de nossa presença comum) ainda menos de as compeende, pois elas não podem ser comprendidas. No entanto, peço-vos que releiam estas palavras e que releiam ainda uma vez mais, porque haverá nesse momento, uma impregnação direta do mental e do SupraMental, da Lagarta e da Borboleta, que vos propuseram então de ir para além disso.

Eu termino aqui o meu discurso. Se existem interrogações especificas a este discurso, e se posso esclarecer alguma coisa, então o farei. Depois deixo-vos em companhia de Irmão K que, na linha das suas intervenções precedentes, implantará os mecanismos relacionados à Responsabilidade.

Pergunta: O Absoluto é o Espirito puro?
O Absoluto não é absolutamente um Espirito puro. O absoluto não pode ser compreendido por palavras, ele não pode ser definido. Apenas quando eliminarem tudo o que ele não é, podem descobrir o que resta. Mas, em nenhum caso, o Absoluto é Espirito puro, porque considerar um Espírito puro e, na linguagem, corresponde à supressão do corpo ,da personalidade ou de uma individualidade.

O Absoluto é o conjunto do Criado e do Incriado, que é a vossa Natureza, a vossa Essência e a vossa Verdade. Se vocês não compreenderam ainda, vocês vão compreender. Mas perguntar-me o que é o Absoluto, mostra que vocês não perceberam por enquanto.

Pergunta: O que você chama o Silêncio com um grande S?
É o Silêncio de tudo o que não é o Absoluto. Silêncio do corpo. Silêncio das emoções. Silêncio das Vibrações. Silêncio dos sons. Silêncio do silêncio.

É o momento onde nada mais pode ser definido. O momento onde nada mais pode ser apreendido. Onde a Consciência não pode mais situar-se. A melhor aproximação é, exatamente, o momento quando estão prestes a adormecer na noite.

Quando vocês estão a adormecer, por acaso vocês se perguntam se vão acordar na manhã seguinte? O mundo desapareceu durante o sono? Sim em totalidade. É o sono que não é mais uma inconsciência, mas tem uma consciência.

Não temos mais perguntas, agradecemos.

Caros Irmãos humanos, do meu Coração ao seu Coração.
Paz e Silêncio.
Até breve.


Mensagem de Um Amigo no site francês:
http://www.autresdimensions.com/article.php?produit=1354
18 de fevereiro de 2012
(Publicado em 19 de fevereiro de 2012)
Tradução para o português: Maria Luísa

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